terça-feira, 13 de agosto de 2013

Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres / Acre

O Governo do Acre faz Entrega de kits para as mulheres indígenas de Tarauacá.
O Governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres vai entregar nesta quarta-feira, 14, equipamentos referentes ao convênio Inclusão Produtiva para Mulheres Indígenas firmado com o BNDES.
A intenção é fortalecer a autonomia das mulheres indígenas e sua participação na economia das aldeias com a estruturação do sistema produtivo das atividades artesanais que culturalmente desenvolvem.
O projeto beneficia as terras indígenas Yawanawá do Rio Gregório e Kaxinawá do Rio Muru e Igarapé Caucho, em Tarauacá.
A entrega dos equipamentos está prevista para às 13h, no Mercado Municipal.
Estarão presentes o Governador Tião Viana, a secretária da SEPMulheres, Concita Maia entre outras autoridades.
https://www.facebook.com/SEPMulheresAC?hc_location=timeline

SEPMulheres trabalha na revitalização dos Centros de Referência do Alto Acre



A secretária de Políticas para as Mulheres, Concita Maia, esteve na última sexta-feira, 11, em Brasileia, para uma reunião com a prefeita Leila Galvão (Foto: Maria Meirelles/Secom)

A secretária de Políticas para as Mulheres, Concita Maia, esteve na última sexta-feira, 11, em Brasileia, para uma reunião com a prefeita Leila Galvão e a secretária municipal de Assistência Social, Adriana Souza da Costa. Elas conversaram sobre a possibilidade de o Centro de Referência à Mulher do Alto Acre voltar a ser regionalizado e ter o apoio do governo, nesse processo de reconstrução da cidade, parcialmente destruída pela cheia do Rio Acre.
A criação e fortalecimento dos Centros de Referência é uma bandeira de luta encabeçada pela SEPMulheres. Atualmente nos municípios do Alto Acre, os Centros de Atendimento à Mulher são de responsabilidade administrativa das prefeituras. A intenção é revitalizar, regionalizá-los e oferecer-lhes uma maior assistência por parte do Estado, para que as mulheres
Leia Mais
possam ter maior acesso aos serviços de atendimento.
“Se o município não tiver essa condição, o Estado deve assumir esse papel, para que possamos garantir que todas as mulheres tenham acesso às políticas públicas. Nós, como secretaria, vamos trabalhar na capitalização de recursos, por meio do Pacto Nacional de Enfretamento à Violência contra a Mulher, para que possamos estruturar, equipar e dar suporte aos Centros de Referência”, afirmou a coordenadora de Direitos Humanos da SEPMulheres, Joelda Pais, que também participou do encontro.
Segundo a secretária Adriana Souza da Costa, a parceria entre a prefeitura e o governo do Estado será um grande passo na melhoria dos serviços disponibilizados às mulheres. “Estamos mesmo precisando desse apoio para que possamos executar mais ações. Acredito que o trabalho em conjunto do município e Estado irá resultar em um serviço de maior qualidade para as mulheres. Iremos sensibiliza-las para que procurem o atendimento do Centro”, disse Adriana.
Para a prefeita Leila Galvão, a troca de experiência entre os Centros de Atendimento à Mulher é muito interessante, pois aproxima as prefeituras, uma vez que sozinhos os gestores ficam mais vulneráveis. “Existe uma boa vontade política de gestão, da própria SEPMulheres, do governo do Tião Viana. Então, esse é o momento de retomarmos ações para institucionalizar os Centros. Nós temos essa disposição. O importante é que alcancemos o nosso objetivo, que é levar os serviços a todas as mulheres”, afirmou Leilão Galvão.
“A revitalização dos Centros de Referência é uma soma de esforços, e em nome da SEPMulheres, colocamos a disposição no que possa ser útil para empoderar os grupos de mulheres. Nós daremos um salto positivo, umas vez que temos a disposição da prefeita Leila. Temos também a participação concreta da prefeita Eliane Gadelha de Assis Brasil e estamos em conversa com o prefeito de Xapuri. Acreditamos que vamos conseguir dar um avanço bastante qualitativo na oferta e rearticulação dos serviços, para que possamos garantir o direito de todas as mulheres do Alto Acre”, enfatizou Concita Maia.
Na próxima semana será realizada uma reunião com todos os envolvidos na Rede de Enfretamento à Violência contra a Mulher e com as prefeitas e prefeitos dos municípios do Alto Acre para que sejam identificadas as dificuldades administrativas dos Centros de Atendimento à Mulher e firmadas, oficialmente, as parcerias entre as prefeituras e o Estado.

Prêmio Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013 encerra inscrições em 19/8

Data: 13/08/2013
13/08 - Prêmio Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013 encerra inscrições em 19/8
Seleção organizada pela SPM e pelo Ministério da Cultura, homenageia trajetória pioneira de atriz, produtora, diretora e empreendedora cultural
 
Informações: www.spm.gov.br
 
Pessoas físicas e jurídicas poderão inscrever, até 19 de agosto, propostas para o Prêmio Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013 – Apoio à Curta e Média-Metragem. Serão admitidos os gêneros ficção, documentário e animação. A temática deve abordar a construção da igualdade entre mulheres e homens, os direitos das mulheres e de sua cidadania. 
 
Organizada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) e pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Audiovisual, a seleção presta homenagem à Carmen Santos – atriz, produtora, diretora e empreendedora cultural – pela contribuição à cinegrafia brasileira, dos anos 1920 ao final de 1940. 
 
O concurso destinará até R$ 45 mil para cada proposta de curta e R$ 90 mil para médias-metragens. Os conteúdos devem considerar a diversidade nos meios urbano e rural (campo e floresta), indígenas, negras e povos tradicionais. Na seleção final, estarão dez obras audiovisuais de até cinco minutos (curtas) e seis filmes de 26 minutos (médias). 
 
Essa ação afirmativa à produção cultural feita por mulheres marca o investimento do governo federal no fomento às artes. Incorpora-se aos resultados do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015 e atende demanda da sociedade civil de incentivo e valorização da produção artística e cultural feminina. 
 
Prêmio Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013 – inscrições até 19 de agosto
Curta-metragem: dez obras audiovisuais de até cinco minutos. Será destinado até R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais) para cada projeto. 
Média-metragem: seis obras audiovisuais de 26 minutos. O valor para cada proposta é de até 90.000,00 (noventa mil reais).
 
 
 
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

Seleção de projetos de artes visuais sobre mulheres é prorrogada até 30/8

Data: 13/08/2013
13/08 - Seleção de projetos de artes visuais sobre mulheres é prorrogada até 30/8
Exclusivamente voltadas às mulheres, chamada pública busca estimular a produção artística e a gestão cultural – ações destacadas no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015. Para as artes visuais, serão destinados R$ 70 mil para cada proposta
 
Informações: www.spm.gov.br
 
As inscrições para o Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais receberá, até 30 de agosto, projetos de diferentes linguagens artísticas. O concurso pretende incentivar a profissionalização nos processos de gestão e valorização da produção cultural. É promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) e pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Nacional de Artes (Funarte).
 
Estarão aptos à apresentação: montagem de exposições, mostras, oficinas, intervenções urbanas, publicações, produção crítica e documental, seminários. Todas as propostas devem considerar o resultado de ampliação do mercado de artes visuais da produção feminina e a formação de público. Dez projetos serão selecionados, cada um deles poderá ser financiado em até R$ 70 mil.
 
Essa ação afirmativa à produção cultural feita por mulheres marca o investimento do governo federal no fomento às artes. Incorpora-se aos resultados do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015 e atende demanda da sociedade civil de incentivo e valorização da produção artística e cultural feminina. 
 
Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais – inscrições até 30 de agosto
Premiação: Seleção de dez projetos.  Cada proposta contemplada receberá R$ 70.000,00 (setenta mil reais). 
Informaçõeswww.funarte.gov.br  | www.spm.gov.br
 
 
 
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

Prorrogado, para 19/8, prazo final de inscrições para a 5ª edição do Prêmio ODM Brasil

Data: 13/08/2013
13/08 - Prorrogado, para 19/8, prazo final de inscrições para a 5ª edição do Prêmio ODM Brasil
De 60 iniciativas escolhidas, 30 serão premiadas
Concurso é voltado para prefeituras e organizações sociais – ONGs, universidades, fundações, empresas, sindicatos e movimentos sociais com ações destinados ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
 
Mais informações no site www.odmbrasil.gov.br
 
Foi prorrogado para o dia 19 de agosto o prazo de inscrição para a 5ª edição do Prêmio ODM Brasil. Podem se inscrever prefeituras e organizações sociais – ONGs, universidades, fundações, empresas, sindicatos e movimentos sociais – que tenham projetos, ações e iniciativas que contribuam para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. As inscrições são feitas somente pelo sitewww.odmbrasil.gov.br
 
Nesta 5ª edição foram realizados seminários em todos os estados brasileiros, com o objetivo de estimular gestores públicos, organizações sociais e a população em geral a desenvolver e inscrever projetos alinhados com os Objetivos do Milênio; disseminar a política de municipalização dos ODM; além de divulgar a 5ª edição do Prêmio ODM Brasil.
 
Para concorrer, basta preencher a ficha de inscrição no site www.odmbrasil.gov.br. As inscrições são gratuitas e terminam em 19 de agosto de 2013. Os critérios utilizados para a escolha dos inscritos são: contribuição para o alcance dos ODM; impacto no público atendido; participação da comunidade; existência de parcerias; potencial de replicabilidade; complementaridade e/ou articulação e integração com outras políticas públicas.
 
Do total de projetos apresentados, 60 serão selecionados e visitados por técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e de Ministérios e receberão certificado de finalista. Das 60 iniciativas escolhidas, 30 serão premiadas e receberão um prêmio simbólico – no Palácio do Planalto, em Brasília – e o reconhecimento público pelas ações desenvolvidas em prol dos ODM. A cerimônia de premiação ocorrerá em 2014.
 
A coordenação do Prêmio ODM Brasil é da Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós Podemos.
 
Prêmio ODM Brasil – O Prêmio foi lançado em 2004 para dar visibilidade e reconhecer projetos que ajudam o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. O objetivo do governo brasileiro, ao criar o Prêmio, foi incentivar, valorizar e reconhecer publicamente os esforços feitos pelas prefeituras e organizações da sociedade civil, além de subsidiar a construção de um banco de práticas que sirva de referência para a sociedade e para os gestores públicos. Nas quatro edições anteriores foram apresentados 5.097 projetos, dos quais 80 foram premiados.
 
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio contemplam direitos básicos de cidadania. São eles:
• Acabar com a fome e com a miséria;
• Educação básica de qualidade para todos;
• Igualdade entre os sexos e valorização da mulher;
• Reduzir a mortalidade infantil;
• Melhorar a saúde das gestantes;
• Combater a AIDS, a malária e outras doenças;
• Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente;
• Todo mundo trabalhando para o desenvolvimento.
 
 
 
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ministra Eleonora entrega, na Paraíba, primeira unidade móvel para mulheres do campo e da floresta



Data: 12/08/2013

Ministra Eleonora assina termo de doação de unidade móvel, adquirida pela SPM, para o governo da Paraíba Foto: Isabel Clavelin/SPM
Ato ocorreu em homenagem a Margarida Maria Alves, ícone da luta pelo direito à terra assassinada, há 30 anos, sem que os culpados fossem punidos pela justiça. Primeiro dos 54 ônibus, prometidos pela presidenta Dilma Rousseff na Marcha das Margaridas, foi entregue em Alagoa Grande (PB), cidade natal da líder camponesa, na sexta-feira (09/08)
 
“É melhor morrer na luta do que morrer de fome”. Frase consagrada da ativista Margarida Maria Alves, que a imortaliza e impulsiona a luta de milhões de trabalhadoras rurais brasileiras por direitos, estava fixada em grande painel do palco instalado na Praça Central de Alagoa Grande, na Paraíba, ao lado do sindicato fundado por ela, na última sexta-feira (09/08). 
 
Dividindo o espaço da rua principal do município, estava a primeira das 54 Unidades Móveis para Mulheres em Situação de Violência no Campo e na Floresta - reivindicação da Marcha das Margaridas, em 2011, em audiência com a presidenta da República, Dilma Rousseff. Na época, as camponesas cobravam políticas públicas e ações do governo federal para interiorização da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, a fim de mais mulheres terem acesso e proteção da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).
 
Os veículos custaram R$ 30 milhões e foram recém-adquiridos pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) por meio de licitação. Todos os estados e o Distrito Federal receberão duas unidades móveis, para circularem nas áreas rurais e apoiarem a prestação de serviços de atendimento, acolhimento e orientação às mulheres em situação de violência. A gestão de logística e o itinerário de circulação são de responsabilidade dos governos estaduais e de municípios-polo, tendo monitoramento da SPM e do Fórum Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo e na Floresta. 
 
Companheira de luta de Margarida Maria Alves e de Penha Nascimento para reconhecimento dos direitos das trabalhadoras rurais na Paraíba, a ministra Eleonora Menicucci, da SPM, assinou termo de doação e fez a entrega das chaves ao governador Ricardo Coutinho (PSB-PB).
 
“A luta contra a violência não é uma luta de um partido só. É uma luta que tem que ser republicana, tem que ser de todos, pelo fim da impunidade dos agressores. É lamentável que 30 anos depois os assassinos de Margarida Maria Alves ainda não foram punidos. E nós temos certeza que um crime bárbaro como aquele pode prescrever juridicamente, mas não prescreve moralmente”, afirmou Menicucci.
 
Entrega real e simbólica - Testemunharam os atos, o filho único de Margarida, José Arimateia Alves; a família de Penha Nascimento, representada por suas filhas, filhos e netas; o prefeito de Alagoa Grande, Hildon Navarro Filho (PR-PB); e boa parte da população de pouco mais de 28 mil habitantes. 
 
“A escolha da Paraíba e de Alagoa Grande é por causa da Margarida e da Penha. Nós devemos as duas, como disse a Gilberta [Soares, secretária da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba], mais da metade da nossa energia. A mobilização das mulheres do campo e da floresta em torno das unidades móveis do campo e da floresta, reivindicadas para a presidenta Dilma, foi das mais sábias. Só as mulheres sabem o que é sofrer a tortura da violência doméstica e do estupro”, disse a ministra Eleonora.
 
Detentora de relação direta com a localidade, a titular da SPM foi recebida por faixas na entrada do município e em frente ao sindicato de trabalhadores e trabalhadoras rurais, duas bandas – uma militar e outra escolar - e repente cantado pelas violeiras Soledade Leite e Minervina. Duas cirandas – uma formada por mulheres assentadas e outra por quilombolas – representaram a cultura local. Atriz paraibana fez encenação do ciclo da violência de gênero, que culminou com o assassinato da personagem.
 
Revelando sentimentos com “mistura de emoção, mas em momento algum de tristeza”, Menicucci anunciou a representação feita por ela à presidenta Dilma no evento e repassou o pedido do ex-presidente Lula de levar a Alagoa Grande “um abraço companheiro”.
 
Atendimento humanizado - A ministra da SPM registrou a adesão da Paraíba ao ‘Mulher, Viver sem Violência’ que visa “cobrir o Brasil inteiro com políticas públicas para o enfrentamento à violência”. E comunicou: “para os municípios-polos vamos descentralizar recursos para o fortalecimento dos serviços. Nenhum serviço pode perder as mulheres. Quando olhamos para a vida real das mulheres do Brasil, é tolerância abaixo de zero com a violência de gênero”, acrescentou.
 
Ao final de sua fala, a ministra estimulou o controle social intenso das políticas públicas. “A sociedade civil tem que ser cada vez mais forte, cada vez mais unida, cada vez mais reivindicativa, mas, sobretudo, cada vez mais responsável por monitorar as políticas públicas”. 
 
E registrou a sua proximidade e de colegas do governo federal com as questões sociais. “Nós, que estamos no governo, nascemos, fomos criados e nos construímos nas ruas. Sabemos muito bem que distanciar da rua é viver num mundo da fantasia, que não existe”, sentenciou. “Que esse ônibus lilás melhore a vida das mulheres do campo e da floresta”, finalizou Menicucci.
 
Aprendizado com o povo - O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, disse ter aprendido muito, nos últimos 30 anos, com os movimentos sociais. Acompanhou o velório de Margarida Maria Alves e a indignação do país contra o latifúndio. “Tive a oportunidade de ver o trabalho de mulheres como Eleonora Menicucci, que ajudaram a ultrapassar e substituir a ditadura e construir a participação do povo e o fim progressivo da opressão”, relembrou a atuação da ministra, quando professora da Universidade Federal da Paraíba. 
 
Coutinho foi contundente ao firmar publicamente o compromisso do governo do estado com a circulação das unidades móveis nas áreas rurais da Paraíba. “Ministra, não tenha menor dúvida de que esse ônibus entrará em cada ribanceira ou picada que ele puder ser incluído. Vamos em busca de levar não só cidadania, não só justiça, não só assistência psicológica e social às mulheres desse estado. Nós vamos em busca de levar libertação, mudança de mentalidade, semeadura de igualdade, de equidade de gênero”, assinalou o governador.
 
Dentre as autoridades estiveram presentes: a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Aparecida Gonçalves; a assessora especial da SPM para Questões do Campo e da Floresta, Raimundinha Mascena; e a diretora de Políticas para as Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Karla Hora.
 
 
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

Em ato de homenagem à memória de Margarida Maria Alves, filho de ativista envia carta à presidenta Dilma

José Arimateia (filho de Margarida), militantes e gestores resgatam legado da líder assassinada, em 12 de agosto de 1983 Foto: Isabel Clavelin/SPM

Data: 12/08/2013

Documento foi entregue em mãos à ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, contemporânea da trabalhadora rural e sindicalista

Bandeirolas espalhadas pelo município relembram o rosto negro, altivo e sereno de Margarida Maria Alves, assassinada há exatos 30 anos, sem que os culpados tenham sido julgados e punidos. Crime impune, mas que não silencia a luta das mulheres camponesas nem daquelas pessoas que sonham com a justiça social no Brasil. 

Filho único de Margarida, José Arimateia Alves compartilhou a dor e o trauma de ter visto sua mãe assassinada na sua frente e de seu pai, em 12 de agosto de 1983. “Hoje ela estaria com 80 anos de idade. Ah, como eu queria que a minha mãe estivesse aqui. Mas eu sei que ela contribuiu para que hoje, cada companheira e companheiro que está aqui. Mantenham viva a chama da esperança”, incentivou.

Arimateia registrou o legado de sua mãe, em especial para os direitos trabalhistas. “Ela deu a vida para aqueles que mais precisavam. Precisavam da carteira de trabalho assinada. A luta contra o desemprego”, disse. Das parcas lembranças, revelou a Margarida que concentrava seu tempo na luta coletiva, deixando-o aos cuidados da avó. “Era mulher que pouco ficava em casa, passava mais tempo fora, em reunião com trabalhadoras e trabalhadores”, revelou ele, pai de quatro filhos.

E denunciou a conivência do poder público com a impunidade do crime contra a sua mãe. “Os mandantes e aqueles que contribuíram com a morte de minha mãe, muitos deles já morreram. O crime continua impune. O estado, na época, negligenciou. Meu pai vai morrer com essa tristeza. O estado da Paraíba fez muito pouco para colocar os assassinos na cadeia”, manifestou o filho cujo pai tem 92 anos e já não o reconhece mais. Ao final de sua fala, Arimateia fez um pedido: “ministra Eleonora, entregue, por favor, essa carta à companheira Dilma Rousseff”.

Demandas campesinas - Dirlei Aparecida, integrante do Movimento Sem Terra e organizadora do Encontro Nacional de Dirigentes Camponesas “30 Anos sem Margarida Alves, Impunidade e Lutas com Conquistas”, informou as mobilizações no Nordeste para redistribuição de terras. “Ao comemorar o resgate de vida e obra de Margarida, que esse ato nos encha de energia e nos faça seguir sonhando. Ela sonhava com bandeiras fortes, como a reforma agrária nesse país”. A liderança pediu a reabertura de escolas no campo e políticas para fixação da juventude nas áreas rurais.

Articuladora da Marcha das Margaridas, Alessandra Lunas, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), comentou o valor da ativista para trabalhadoras rurais. “É desse símbolo de luta e parte desse legado de Margarida Maria Alves que nós, mulheres, tiramos força e nos inspiramos para segurar o dia a dia. É desse legado de Margarida Maria Alves que, desde 2000, nasceu a Marcha das Margaridas para dar mais visibilidade às mulheres do campo e à luta contra a violência vivida por elas. É com essa inspiração que a última marcha colocou em Brasília quase 100 mil mulheres na rua. A pauta da violência, ministra, a gente sabe que essa sempre foi a pauta principal”, frisou, voltando-se à ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).

Integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) no assento da Contag, Alessandra pontuou que as “unidades móveis surgem do processo de mobilização das mulheres, de dizerem o que querem e colocar na mesa do governo federal. E é lógico que faz muita diferença, ministra Eleonora, a gente ter uma mulher eleita presidenta nesse país, que ouve o que as mulheres têm a dizer e consegue dar essa prioridade”, analisou.

Controle social dos veículos - Em seguida, Alessandra convocou o controle social para a boa gestão das 54 unidades móveis que serão entregues aos governos estaduais, duas por ente federativo. “As unidades móveis fazem parte da conquista da Marcha das Margaridas. Todas as margaridas aqui presentes, essa unidade móvel só vai funcionar se cada uma de vocês se mobilizar, discutir e realmente colocar essa unidade para circular”, afirmou. 

O prefeito de Alagoa Grande, Hildon Navarro Filho (PR-PB), qualificou o crime contra Margarida Alves como “episódio vergonhoso da história desse país. Além de covarde, foi hediondo, foi cruel sem condição de mínima defesa. Assassinato encomendado e que terminou na impunidade”, considerou dizendo que ela tinha “coragem nas veias”. 

Desenvolvimento para o Nordeste - Mostrando-se atento às demandas do campo e desigualdades regionais, o governador Ricardo Coutinho (PSB-PB), reiterou o compromisso firmado com a ministra Eleonora. “Saiba que esse ônibus só poderia ter sido feito entregue aqui para marcar dos 30 anos de morte de Margarida Maria Alves. Essa luta do povo não pertence a alguém não pertence a um partido, mas a capacidade de superação de um povo, sobretudo, o nordestino. Essa região era muito desigual e ainda temos desigualdades profundas que precisam ser superadas. O Nordeste só avança se tivermos soluções inteligentes para o semiárido, com inclusão social e desenvolvimento da economia”, argumentou.

Faces da violência de gênero - Feminista, a secretária da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba, Gilberta Soares, revelou sua indignação com a violência de gênero. “É um absurdo e constrangedor que uma mulher morra pelo fato de ser mulher por causa da violência física, sexual, psicológica, moral e patrimonial. Essa que é muito presente na área rural. Vocês sabem disso. É muito salário que é tomado, são os documentos escondidos para que a mulher não tenha liberdade de ir e vir”, questionou. 

Como gestora estadual do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, coordenado pela SPM, Gilberta salientou o envolvimento do poder público e da sociedade na gestão dos veículos. “A unidade móvel está aqui. A gente vai construir  essa política em parceria. Uma política desse tamanho não se faz sozinha. É a parceria do governo federal com o governo do estado e os municípios. A gente precisa dessa parceria, com os sindicatos rurais e as mulheres para a gente poder chegar em todo o lugar, em cada assentamento desse estado  poder resgatar e apoiar as mulheres que sofrem violência”, destacou.

Dentre as autoridades estiveram presentes: a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Aparecida Gonçalves; a assessora especial da SPM para Questões do Campo e da Floresta, Raimundinha Mascena; e a diretora de Políticas para as Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Karla Hora.

Confira:


Leia também: 



Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR