terça-feira, 18 de julho de 2017

Gravidez na adolescência: como o Acre lida com a problemática social

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Em março deste ano, dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS) revelaram que em 2016 o Acre teve redução de 11% nos indicativos de gravidez na adolescência em relação a 2015.
Mesmo assim, o governo segue monitorando a problemática de esfera nacional, com a preocupação de que ela desencadeia consequências devastadoras, sobretudo biológicas e psicológicas, às adolescentes que dão à luz precocemente.

Ginecologista alerta para as complicações da gravidez na adolescência (Foto: Angela Peres/Secom)
Partos prematuros, hipertensão e infecções maternas repassadas ao bebê, entre outros, são agravantes iminentes listados pelo ginecologista Everton Santiago acarretados pela gestação que, na maior parte, está relacionada à faixa etária de 15 anos ou menos.
“A medicina considera que a melhor idade para conceber o primeiro filho é entre 20 e 29 anos. Ocorre que, quando se constata essa gestação em uma adolescente, que não tem sequer estrutura física para ter uma criança, os riscos aumentam consideravelmente”, explica.
Em Rio Branco, a Maternidade Bárbara Heliodora tem uma média de três mil atendimentos mensais. E para lidar com adolescentes que necessitam de cuidados e orientações específicas, o hospital dispõe de assistência médica, social e psicológica.
 
Psicóloga frisa a importância do apoio familiar à adolescente (Foto: Angela Peres/Secom)
A psicóloga Silvana de Oliveira Silva aponta que, de cada dez adolescentes grávidas que chegam ao hospital, uma vem acompanhada pelo pai da criança. “E é nesse momento que elas têm a consciência de que aquela responsabilidade vai pesar ainda mais sobre elas”, diz.
 
 

O problema em dimensões

As questões relacionadas à gravidez na adolescência exigem atenção da sociedade, sobretudo por três aspectos: a falta de estabilidade emocional e financeira – que em muitos casos estimula a incidência de abortos –, a evasão escolar e a mortalidade materna e infantil.
Para Silvânia, a falta de diálogo e a fragilidade do vínculo familiar, aliada à falta de imposição de limites em meio às transformações sociais advindas pela contemporaneidade, ainda são os maiores causadores do problema.
A orientação que fica a cargo da escola jamais pode ser sobreposta à responsabilidade que cabe à família. O diálogo, o acompanhamento de cada fase e descoberta e a liberdade vigiada sempre serão os maiores trunfos dos pais sobre seus filhos”, frisa a psicóloga.
A adolescente M.L.S., 15 anos, acaba de entrar para as estatísticas. E segundo ela, a gravidez foi por decisão própria: “Uma prima minha engravidou. Outras pessoas que conheço engravidaram também, e eu achei legal”.
Enquanto cursava o 9° ano, ela e o namorado decidiram que queriam um filho. “Mas quando ele soube que eu estava grávida mesmo me abandonou. Foi um choque principalmente pro meu pai quando descobriu. Sei que vai ser difícil, mas vou cuidar do meu filho”, afirma a mãe do pequeno Miguel, nascido há menos de um mês e ainda se recuperando de uma infecção na maternidade.
A assistência e acompanhamento psicológico do hospital faz toda a diferença ao lidar com adolescentes que necessitam de apoio. “Às vezes essas meninas não contam sequer com o apoio dos pais e ficam totalmente debilitadas emocionalmente e com sentimento de culpa. Algumas, muitas vezes, nem chegam a fazer as consultas de pré-natal, o que aumenta os riscos na gestação. Então, nosso papel acaba sendo ajudá-las a encarar da forma menos traumática possível esse futuro e o novo momento de ter alguém para cuidar”, finaliza Silvana.
 
 

Relatos de quem aprendeu com a própria experiência

A jovem Roberta Bandeira sabe bem da importância de ter tido a presença da mãe para encarar a gravidez, que aos 14 anos lhe fez reprovar a série escolar que cursava naquele momento.
A mãe de Sophia, atualmente com três anos de idade, relembra o difícil momento de recomeçar a vida com novo olhar e responsabilidades. “Escondi a notícia até os seis meses e não comia quase nada para não crescer a barriga. Mesmo depois de tudo isso, minha mãe não me abandonou. Já a minha relação com meu pai ficou um caos e só voltamos a nos aproximar depois que minha filha nasceu”, relata.
A pior parte ficou por conta de complicações do parto prematuro: “Foi muito traumático ficar longe da minha filha por um mês. Tive alta médica e ela continuou no hospital até ganhar peso. Todos os dias eu ia visitar ela pra tentar amamentar, e nesse tempo vi vários bebês não resistirem e morrerem. Foi quando me dei conta do meu despreparo emocional. Só pedia a Deus que conseguisse trazer a Sophia pra casa”.
Atualmente, Roberta permanece na casa da mãe, cuida da filha durante o dia e estuda no período noturno para concluir o ensino médio. Ao ver o sorriso de Sophia, dispara: “Encararia tudo de novo por essa dádiva que ela foi pra mim. Apesar de qualquer dificuldade, sempre vale a pena lutar por um filho”.
 
 

Políticas públicas de orientação sexual

No Acre, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) coordena um núcleo de ações de prevenção à gravidez na adolescência.
A rede tem a participação de diversos setores governamentais, como o gabinete da vice-governadora Nazareth Araújo, secretarias de Política para as Mulheres (SEPMulheres),  de Desenvolvimento Social (Seds) e de Educação (SEE), que oferecem serviços de orientação aos adolescentes.
As ações previstas para este ano têm o objetivo de alcançar mais jovens em todo o estado, sendo um reforço às políticas públicas com foco no planejamento familiar promovidas pelas prefeituras.

Texto: Rayele Oliveira || Fotos: Angela Peres || Diagramação: Adaildo Neto

http://www.agencia.ac.gov.br

Aberta a chamada para apresentação de trabalhos científicos da Feira de Soluçõe em Saúde

Objetivo é reunir pesquisadores, professores, professoras, alunos e alunas de graduação e pós-graduação do Brasil e outros países, interessados nos estudos e discussões acerca das chamadas arboviroses (doenças causadas por arbovírus, como os da dengue, febre amarela, chikungunya etc.).

Aberta a chamada para apresentação de trabalhos científicos da Feira de Soluçõe em Saúde/
Com o intuito de promover o intercâmbio acadêmico e científico entre as relações e compreensão mútua e a criação de sinergias que levam a projetos conjuntos de pesquisa e inovação no combate ao Zika e as doenças relacionadas, estão abertas as inscrições para seleção de trabalhos científicos que serão apresentados durante a Feira de Soluções para a Saúde – Nordeste, a ser realizada em Salvador, Bahia.
O objetivo é reunir pesquisadores, professores, alunos de graduação e pós-graduação do Brasil e outros países, interessados nos estudos e discussões acerca das chamadas arboviroses (doenças causadas por arbovírus, como os da dengue, febre amarela, chikungunya etc.).
Nesse sentido, está prevista na programação da feira, no dia 8 de agosto, um espaço para apresentação oral de até 15 minutos dos trabalhos selecionados. E no dia 9 de agosto, os que se destacarem nesta rodada de apresentações terão os seus pôsteres exibidos na 1ª Maratona de Desenvolvimento de Soluções Tecnológicas para enfrentamento da Dengue, Chikungunya, Zika e Síndrome Congênita – Hackathon Zika, que também acontecerá durante a Feira de Soluções para a Saúde.
As inscrições dos trabalhos vão até o dia 14 de julho e o resultado sai no dia 24 de julho. Para participar o interessado precisa enviar um resumo do seu trabalho, inscrevendo-se em http://conferencias.brasilia.fiocruz.br/index.php/feirazika/. Os eixos temáticos para envio dos trabalhos são: Comunicação e informação sobre zika (arboviroses); Políticas Públicas para zika (arboviroses); Desenvolvimento e sociedade: prevenção, soluções e práticas; Promoção da Saúde: Tratamento e discussão.
As dúvidas podem ser encaminhadas para: colaboratorio@fiocruz.br.
 

Acre Solidário presta ajuda à família em situação de calamidade


 
 Emocionado, o produtor Zezão agradeceu pela acolhida a toda sua família (Foto: Rose Farias)

No sábado, 15, a primeira-dama Marlúcia Cândida acompanhada por voluntários do Acre Solidário, visitou a comunidade do assentamento Walter Ace, no ramal da Piçarreira, estrada do Mutum, no Bujari.
A agenda foi para entregar à família do produtor rural José da Costa Alves, o Zezão, que perdeu toda a casa em um incêndio acidental, peças para construção de seu banheiro.
Toda ação iniciou há cerca de um mês com a doação de material de reconstrução da nova moradia, como também alimentação, assistência à saúde, móveis, roupas e outros mantimentos.
Recebida pela comunidade, Marlúcia Cândida, falou que o momento foi de celebrar a ajuda humanitária de todos.
“Juntos com vocês, com amigos, a Fieac, o governo, nós conseguimos com doações reerguer a casa, e hoje estamos trazendo mais coisas para essa família para que tenha conforto para os filhos e mais esperança. Quero também agradecer à comunidade que se uniu para construir a casa”, disse Marlúcia Cândida, coordenadora do Acre Solidário.
A secretária adjunta da Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN), Silvia Monteiro, acompanhou a visita e falou do programa dos pequenos negócios como ação de ajuda e formação cidadã para a geração de renda.
“A SEPN está aberta para trabalhar com a comunidade mapeando suas necessidades e demandas visando melhor atendê-la. Estamos à disposição para recebê-los”, disse.
Emocionado, o produtor Zezão agradeceu pela acolhida a toda sua família, a esposa Jocicleia de Oliveira Pereira e seus sete filhos.
“Só pode vir de Deus toda essa generosidade. Para nós é uma benção, pois não teríamos como conseguir uma moradia e todos nossos pertences queimaram. Pra gente que tem um menino especial ficou pior ainda, mas esse gesto da dona Marlúcia, nossa comunidade, os empresários, mostrou que existe humanidade”, comentou.

ONU Mulheres Brasil nomeia Taís Araújo como defensora dos Direitos das Mulheres Negras

Atriz reforça a estratégia “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030” da ONU Mulheres Brasil, para visibilidade das afro-brasileiras como um dos grupos prioritários da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e da Década Internacional de Afrodescendentes. Taís se soma ao grupo de mulheres públicas vinculadas à ONU Mulheres Brasil: embaixadora Camila Pitanga e defensoras dos Direitos das Mulheres Negras, Kenia Maria, e para a Prevenção e a Eliminação da Violência, Juliana Paes.

Taís Araújo é designada Defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil
Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada
Por ocasião do #JulhoDasPretas – período de mobilização do movimento de mulheres negras em decorrência do 25 de Julho, Dia da Mulher Afro-latino-americana, Afro-caribenha e da Diáspora –, a ONU Mulheres Brasil nomeou Taís Araújo como defensora dos Direitos das Mulheres Negras. A partir desta segunda-feira (3/7), a atriz passa a apoiar a visibilidade das mulheres negras como um dos grupos prioritários do Plano de Trabalho da ONU Brasil para a Década Internacional de Afrodescendentes, alinhado com o princípio de não deixar ninguém para trás, focando nos grupos em situação de maior vulnerabilidade, preconizado na Agenda 2030 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ressaltado no Marco de Parceria para o Desenvolvimento Sustentável 2017-2021. Estes princípios estão aglutinados na estratégia de comunicação da ONU Mulheres Brasil Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030.
A estratégia já conta com o apoio de Kenia Maria, defensora dos Direitos das Mulheres Negras, em plena atuação pública desde a sua nomeação, ocorrida no Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, em março deste ano.
“É com imensa alegria que a ONU Mulheres Brasil recebe o voluntariado de Taís Araújo, pela sua defesa fervorosa em favor dos direitos das mulheres. Taís tem sido uma das pessoas emblemáticas no enfrentamento ao racismo e ao sexismo no Brasil por sua postura política e artística, colaborando para a construção da representação positiva de negras e negros na dramaturgia brasileira. A voz de Taís agregará aos debates sobre os direitos das mulheres negras durante a Década Internacional de Afrodescendentes e nos esforços para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, considera Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.
Há um ano, Taís Araújo vem colaborando com o mandato da ONU Mulheres, especialmente na visibilidade das mulheres negras. Em julho de 2016, respondeu ao desafio “Que mulher negra é um exemplo para você?”, mobilizando seguidoras e seguidores de suas redes sociais, para a ação de comunicação desenvolvida pela ONU Mulheres e pela Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB). Em fevereiro de 2017, apoiou a campanha de mobilização de recursos do Instituto Maria da Penha. E, em março passado, participou da ciranda virtual Planeta 50-50, ação digital da ONU Mulheres para o reconhecimento do trabalho de ativistas brasileiras em defesa do empoderamento das mulheres e da igualdade de gênero no Dia Internacional da Mulher – #8M.
Na sua primeira declaração como defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil, Taís Araújo, disse: “Estou muito emocionada e honrada com esse convite. Quero usar a minha voz e falar de forma abrangente para que eu possa agregar as mulheres negras, as mulheres brancas e também as indígenas. Apenas com a união de todas as mulheres e, importantíssimo dizer, dos homens, poderemos caminhar por uma sociedade igualitária”.
Ao se referir ao marco de transformação da Agenda 2030, Taís frisou a importância de mobilizar a sociedade civil para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. “A transformação é um objetivo na minha vida. E se a gente tem uma data, até 2030, eu já me agarro a uma data concreta. Isso faz com que eu tenha, cada vez mais, empenho. Uma organização como a ONU Mulheres me deixa muito confortável em saber que não estou sozinha, que tem uma série de pessoas, não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro que estão pensando o que estou pensando”, apontou.
Taís Araújo compreende o sentido da urgência em acelerar os esforços políticos e sociais para promover a igualdade de gênero e raça. “Daqui para 2030, são 13 anos. De fato, é urgente e é possível, se a gente conseguir, nesses 13 anos, elucidar as pessoas, fazer com que as mulheres negras saibam a potência que são. Eu acho que realmente o que falta é a consciência de que o poder econômico é importante e que podemos usar de maneira inteligente para os passos que a humanidade precisa dar. Esse país é feito por nós. Esse mundo é feito por nós”, considerou a defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil.
Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, e Taís Araújo, defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil, em frente ao espaço Lélia Gonzalez, uma das pioneiras do movimento de mulheres negras . Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada
 
 
 
Planeta 50-50 – As mulheres negras no Brasil são 55,6 milhões, chefiam 41,1% das famílias negras e recebem, em média, 58,2% da renda das mulheres brancas, de acordo com os dados de 2015 extraídos do Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça. Em cada três mulheres presas, duas são negras num total de 37, 8 mil detentas – quantidade que se elevou em 545%, entre 2000 e 2015, de acordo o Infopen Mulher. E entre 2003 a 2013, houve um aumento de 54% no número de assassinatos de mulheres enquanto houve redução em 10% na quantidade de assassinatos de mulheres brancas. No quadro diretivo das maiores empresas no Brasil, as negras são apenas 0,4% das executivas – apenas duas num total de 548 executivos e executivas.
Em 2015, a ONU Mulheres apoiou a realização da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver. Na ocasião, a subsecretária geral da ONU e diretora executiva da ONU Mulheres, a sul-africana Phumzile Mlambo-Ngcuka, presente à manifestação de 2015, declarou: “No meu país, na África do Sul, as mulheres são fortes e poderosas. E vejo que aqui no Brasil mulheres negras poderosas e fortes. Na África do Sul, as mulheres estavam à frente na luta contra o apartheid. E aqui no Brasil, as mulheres negras estão à frente da luta contra o racismo”.
Mulheres públicas pela igualdade de gênero – Taís Araújo, defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil, se soma ao grupo de mulheres públicas em favor da igualdade de gênero no Brasil, composto por Camila Pitanga, embaixadora da ONU Mulheres Brasil; Kenia Maria, defensora dos Direitos das Mulheres Negras; e Juliana Paes, defensora para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres.
Informações para a Imprensa:
Mara Silva – consultora de Comunicação para “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030”
61 3038 9140 | 99296 9522
marakarinasilva@gmail.com
Isabel Clavelin – assessora de Comunicação da ONU Mulheres Brasil
61 3038 9140 | 98175 6315
isabel.clavelin@unwomen.org
 
 
 
 
 


Reforma trabalhista: grávida poderá trabalhar em local insalubre

Mulher grávida



Uma mas mudanças na reforma trabalhista é a restrição ao trabalho de grávidas e  que estejam amamentando em ambientes insalubres. Atualmente, a lei trabalhista proíbe que as mulheres trabalhem nesses locais durante a gravidez. O texto aprovado pelos parlamentares na última terça-feira prevê dois tipos de situação.

Como é hoje

A CLT proíbe que mulheres grávidas e que estejam amamentando em locais considerados insalubres enquanto durar a gravidez ou a lactação.

Como fica

A nova lei trabalhista diz que mulheres grávidas não podem trabalhar em local de insalubridade máxima. Para os demais, só é afastada se houver atestado recomendando o afastamento, assinado por um médico. Lactantes poderão trabalhar em locais de insalubridade máxima, exceto se houver pedido médico.

 
http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia-e-negocios/reforma-trabalhista

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Com apoio da ONU Mulheres, Globo promove ciclo de discussões sobre identidade de gênero

Com o nome de ‘Corpo: Artigo Indefinido’, evento celebra Dia Internacional do Orgulho LGBT e lança 12ª edição do Caderno Globo.


Evento de lançamento será realizado no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação) Evento de lançamento será realizado no Rio de Janeiro
Foto: Divulgação

Celebrado mundialmente como o Dia do Orgulho LGBT, o 28 de junho será uma data de reflexão no Rio de Janeiro: nesta quarta-feira, a Globo realiza o fórum ‘Corpo: Artigo Indefinido’ para discutir as questões de gênero. O evento será realizado no Rio de Janeiro, a partir das 13h, no Solar de Botafogo e terá transmissão ao vivo aqui no site. Para a curadoria de conteúdo, a Globo contou com parceria da ONU Mulheres, do Fundo Elas de investimento social e do projeto de justiça social Ssex Bbox.

Durante o evento, também será lançada uma nova edição da série Cadernos Globo, com artigos, entrevistas e depoimentos de especialistas sobre feminismo, equidade, interseccionalidade, entre muitos outros temas sobre as formas de existência. Ao longo do dia ainda haverá atividades artísticas, como apresentação de monólogo, curta-metragem e pocket-show. Uma oficina de caracterização para drag queens – apresentando a cultura do transformismo como forma de sensibilizar o público para este trabalho – completa a programação.

Um dos temas relativos a identidade de gênero é abordado, atualmente, na novela A Força do Querer, com o drama da personagem Ivana (Carol Duarte), que se descobre transgênero. A Globo sempre deu destaque a questões ligadas à sexualidade e papéis sociais no jornalismo e desde os primeiros passos de sua dramaturgia. Em 1971, Ary Fontoura encarnou um dos primeiros personagens homossexuais em ‘Assim na Terra como no Céu’, de Dias Gomes,. Em 1988, ‘Vale Tudo’ já discutia direitos de herança envolvendo pessoas do mesmo sexo. ‘Mulheres Apaixonadas’, de 2003, tratou da homossexualidade entre duas alunas e da violência contra a mulher, através dos personagens de Dan Stulbach e Helena Ranaldi.

O evento realizado nesta quarta-feira (28) é a continuação de uma série de ações realizadas para mobilizar a sociedade sobre o tema. A emissora realizou um fórum interno com especialistas, ativistas e funcionários nos Estúdios Globo e também participou do ‘Festival Path’, em São Paulo, com uma mesa formada por ativistas e formadores de opinião que discutiram o tema sob a ótica do mercado de trabalho. No próximo mês de julho, a Globo estará presente na Flip – Festa Literária de Paraty, e, durante a programação, vai participar de debates sobre as questões de identidade de gênero na literatura.

Fórum - No dia 28, ‘Primavera Feminista’ é o tema que abrirá o fórum, às 14h. A atriz Juliana Alves; a performer e poeta Tatiana Nascimento; Michele Seixas, representante da organização Articulação Brasileira de Lésbicas; e a filósofa e feminista Djamila Ribeiro conversarão sobre o corpo e seu lugar no movimento feminista.

Às 15h20, será exibido o curta-metragem ‘Além da Norma’. Incentivado pelo edital Curtas Universitários, uma parceria da Globo com o Canal Futura, o filme de 13 minutos traz entrevistas com jovens que se identificam como não-binários.
Lázaro Ramos comanda, às 15h40, ‘Novos olhares sobre masculinidade’, com Antônio Prata, roteirista e escritor; Lam Mattos, coordenador do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades; Benedito Medrado, Pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Gênero e Masculinidades da UFPE; e Julia Rosemberg, pesquisadora do Ssex Bbox.

A pesquisadora Helena Viera, a dramaturga Marcia Zanelatto e o ator Silvero Pereira debatem, com mediação de Bianca Ramoneda, a identidade de gênero na dramaturgia e os desafios da construção de personagens, às 17h30, em ‘Gênero e Representatividade’.

A atriz Larissa Bracher apresenta, às 18h30, o monólogo ‘Genderless’, inspirado na história real da primeira pessoa do mundo a ser reconhecida como ‘sem gênero específico’. Escrita por Marcia Zanellato e dirigida por Guilherme Leme Garcia, é uma das quatro peças curtas que compõem o consagrado espetáculo Ocupação Rio Diversidade.

‘LGBTQIA+: Mínimo denominador comum’, liderado por Renata Ceribelli, encerra o ciclo de discussões, às 18h50. Jaqueline Gomes de Jesus, psicóloga e pesquisadora do Odara; Nelson Netto, jornalista; Priscilla Bertucci, fundadora da Ssex Bbox; e Amiel Vieira, sociólogo, conversarão sobre as especificidades e os pontos em comum dos grupos que compõe a comunidade LGBTQIA.

Às 20h10, Linn da Quebrada, cantora transexual de 25 anos que vem ganhando espaço como voz do funk LGBT, faz pocket show para os participantes. E, durante toda a tarde, uma oficina de caracterização para drag queens com o perfomer Malonna será oferecida no Solar.

Caderno - Em 120 páginas, ‘Corpo: Artigo Indefinido’ se propõe a debater questões relacionadas à sopa de letrinhas que, com variações, chega a LBTTQIA+. Binarismo, feminismo, corpo, equidade, educação, mercado de trabalho, leis, são palavras aparecem nos textos, artigos e entrevistas de especialistas que já se tornaram referência em suas áreas.

A publicação, que se junta a uma coleção de 11 outros títulos de interesse social publicados pela Globo e disponíveis aqui no nosso site, começa com um ensaio fotográfico produzido com ativistas que participaram de o primeiro ciclo de debates, para convidados, nos Estúdios Globo. Cada um deles narra seu envolvimento com a causa de gênero.

No recheio do caderno, nomes internacionalmente conhecidos, como a filósofa norte-americana Judith Butler e a consultora Jessica Shortall, compartilham seu conhecimento.

Além da versão impressa, distribuída para parceiros e universidades, a versão digital estará disponível aqui no nosso site a partir do dia 28.

 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

História do Dia das Mães


Origens da comemoração na Grécia, Roma, Inglaterra, Estados Unidos, significados, oficialização da data, tradição da entrega de presentes, comercialização desta data comemorativa



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Mãe: sinônimo de amor, carinho e dedicação

Introdução
No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães.

História do Dia das Mães
Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens à deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem  homenagens à deusa.
Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muita parecida com a grega, faziam este tipo de celebração. Em Roma, durava cerca de 3 dias (entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele,  mãe dos deuses.
Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus.
Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”.  Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães. Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.

Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional,  foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. 

Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e o foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas e pelo marketing, com objetivos meramente comerciais. Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.