sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Outubro Rosa: saiba como prevenir o câncer de mama

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Todos os anos, milhares de novos casos de câncer de mama são descobertos no Brasil. A estimativa para 2016 era de 57.960 novos casos da doença no país, sendo que 99% dos casos acometem as mulheres. Os números assustam e a realidade é árdua, mas ainda assim há razões para ser otimista.
As chances de cura para os casos descobertos precocemente são em média de 88.3% e aproximadamente 30% dos casos podem ser evitados com hábitos saudáveis. Uma alimentação balanceada e a prática de atividades físicas regulares são fatores determinantes para se proteger contra qualquer tipo de câncer. O excesso de gordura abdominal também é outro fator de risco que aumenta em 74% o risco de desenvolver a doença.
Felizmente, a cada ano que passa aumentam as ações que visam a conscientização desse tipo de câncer. Nos Estados Unidos, a campanha Outubro Rosa existe desde 1990 e no Brasil as ações começaram a ser praticadas em 2002. Essas iniciativas são importantes para alertar sobre os perigos, incentivar o autoexame e aproximar pessoas que já tiveram o problema, criando comunidades e laços com instituições que fomentam pesquisas e arrecadam doações.
Vale lembrar mais uma vez que quanto mais cedo a doença for detectada, maiores são as chances de cura. Saber realizar o autoexame e estar ciente de quais ações podem diminuir os riscos de desenvolver esse tipo de câncer são práticas fundamentais. E é exatamente por isso que a conscientização e a educação são tão importantes.

10 coisas que você precisa saber sobre o câncer de mama

Temos acesso a muitas informações o tempo todo que podem nos deixar assustados sem motivo nenhum. Será que todas elas são verdadeiras? Fique atenta aos mitos e verdades sobre o câncer de mama que ouvimos por aí:
IMAGEM: DICAS DE MULHER
Estar bem informada e ciente sobre qualquer coisa é o primeiro passo para evitar maiores preocupações, ainda mais se tratando de um assunto tão sério como o câncer de mama.

12 sinais indicativos de câncer de mama

A mamografia é, sem dúvidas, o método mais seguro para saber se há a presença de nódulos que podem ser malignos. Porém, existem alguns sinais que que podem indicar se há alguma coisa errada com suas mamas. A organização Worldwide Breast Cancer elencou os 12 sintomas comuns que se manifestam nos pacientes de câncer de mama. Confira:
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  1. Pele grossa e presença de nódulos: Se você notar que sua pele está mais grossa e você consegue sentir algum nódulo, fique atenta. Pode ser apenas uma característica do período menstrual ou da amamentação, mas se eles permanecerem ou aumentarem, procure um médico.
  2. Covinhas nas mamas: “Covinhas” nos seios são outro sinal que se deve dar atenção. Elas podem aparecer durante o período menstrual ou quando usamos roupas muito apertadas. Caso elas persistam por mais tempo, pode ser um sinal de câncer de mama.
  3. Mamilos e aréolas com aspecto rugoso: A Doença de Paget é um tipo de câncer que acomete os mamilos e aréolas. Ela se caracteriza por uma crosta e um aspecto rugoso e áspero nessas regiões. Em alguns casos também pode haver secreção com sangue. Esses sintomas podem indicar câncer de mama.
  4. Mamas vermelhas e quentes: Isso é normal na amamentação, mas em outras situações é preocupante. O câncer de mama inflamatório tem essas características, pois ele dificulta o fluxo de sangue na região.
  5. Secreções: Fluidos aquosos, leitosos e até mesmo com sangue são comuns quando os seios estão se desenvolvendo e principalmente no período da amamentação. Se seus seios expelirem alguma secreção e você não estiver passando por nenhuma dessas situações, fique atenta e procure um médico.
  6. Feridas na pele: Nem sempre feridas são sinal de câncer de mama, mas elas sempre merecem atenção. Se elas começarem a crescer e ter mau cheiro, vá até um médico de sua confiança.
  7. Caroços elevados: Alguns nódulos podem aparecer na superfície da pele e, conforme vão crescendo, ficam visíveis nas mamas. É importante lembrar que nem todo nódulo significa um tumor maligno, mas somente um médico pode dar o diagnóstico correto.
  8. Mamilo retraído: Algumas pessoas já tem os mamilos para dentro por natureza. Se esse for seu caso não há motivo para preocupações. Já se você notar que seus mamilos estão tomando esse formato, fique atenta.
  9. Veias crescentes: Veias com aspecto inchado nas mamas pode ser um indicativo de tumores. Geralmente, os tumores exigem que o sangue seja bombeado para eles, o que aumenta o volume de sangue nas veias.
  10. Mudança no formato ou tamanho: Qualquer mudança de formato ou tamanho nas mamas fora do período da amamentação é preocupante. Se essas mudanças persistirem também fora do período menstrual, é melhor visitar um médico.
  11. Aspecto de casca de laranja: Mamas inchadas e com várias covinhas pequenas com aspecto celulítico podem ser um indicativo de câncer de mama. Como o fluxo de sangue torna-se irregular, as células da pele podem sofrer essas alterações.
  12. Nódulos: O sinal mais comum de um tumor nas mamas é o nódulo. Ele pode ser pequeno ou grande, mas sempre merece sua atenção. Se encontrar qualquer tipo de caroço nas mamas, procure um médico.
Vale reforçar que, muitos dos sintomas podem aparecer e não estarem ligados ao câncer de mama. Procure ajuda médica em caso de recorrência de um ou mais sinais.

Como é feito o diagnóstico

Para um diagnóstico seguro, algumas etapas são necessárias para que o tratamento indicado seja o mais adequado e eficiente. Confira o passo a passo do diagnóstico:
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Segundo a Dra. Livia Daia, ginecologista e mastologista, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que a mamografia deve ser feita anualmente nas mulheres com mais de 40 anos sem antecedentes familiares de câncer de mama. Com o exame, pode-se detectar possíveis lesões, como nódulos de aspectos irregulares ou microcalcificações agrupadas, que podem ser indícios de câncer de mama.
Após isso, é feita a biopsia, que consiste em retirar um pequeno pedaço da lesão para ter um diagnóstico correto. Se o resultado da biopsia for positivo para câncer, os médicos estudam o perfil do câncer para indicar o tratamento adequado, que pode ser iniciado com uma cirurgia para retirada do tumor ou com quimioterapia.
Consultar um médico logo após a constatação de qualquer irregularidade com as mamas é imprescindível. Quanto mais tardio o diagnóstico, menores são as chances de cura.

E como você pode se prevenir?

Segundo dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, 30% do casos podem ser evitados com hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas regulares e alimentação balanceada. Além disso, as mulheres de todas as idades devem realizar o autoexame uma vez por mês fora do período menstrual. A Dra. Livia Daia diz que ele pode causar um certo desconforto e dar a falsa sensação de nódulos, mas ele é de extrema importância.
Além de realizar o autoexame apalpando as mamas, dê uma atenção especial aos seus seios. Qualquer alteração que seja estranha, pode ser um indicativo de problemas mais graves. Olhe-se mais no espelho, conhecer seu próprio corpo é fundamental.
A mamografia, principalmente depois dos 40 anos, é obrigatória. O autoexame é essencial, mas só detecta nódulos com pelo menos 1 centímetro, o que pode indicar um estágio mais avançado da doença. Caso o nódulo seja muito pequeno, somente a mamografia poderá identificá-lo. É comum dizerem que a mamografia dói, o que não é verdade. Ela pode causar incômodos que são necessários para cuidar da saúde das suas mamas. Pense nisso!

Veja como fazer o autoexame no banho:

Separe alguns minutos do banho para cuidar da saúde das suas mamas. É rápido, simples, fácil e essencial para a sua saúde.
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Você sabe qual o seu risco de desenvolver o câncer de mama?

Embora o câncer de mama seja uma doença que pode acometer qualquer pessoa, existem alguns fatores que aumentam o risco e também alguns que podem auxiliar na prevenção. Confira qual é o seu risco de desenvolver câncer de mama:
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A campanha do Outubro Rosa traz várias ações que auxiliam na prevenção da doença e que acolhem pessoas que estão passando por esse momento ou que já se curaram. Divulgar a campanha dá força ao movimento e leva ao conhecimento de cada vez mais pessoas informações que podem salvar vidas.

Cólica em bebês: conheça os sintomas e formas de aliviar

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Quem é mãe sabe o quanto podem ser penosas as cólicas em bebês. Você esperou muito tempo para ter aquele bebezinho nos braços, mas agora ele chora sem parar e você não sabe mais o que fazer?

Calma! A cólica em bebês é uma condição absolutamente normal e até esperada. Elas costumam surgir de duas a três semanas após o nascimento e param mais ou menos no terceiro mês de vida, que é quando a flora intestinal está formada e cérebro e intestino já se comunicam melhor. Contudo, a cólica pode causar sofrimento no bebê e estresse na família. Por isso, vamos entender como ela acontece e formas de aliviar os sintomas.

Índice do conteúdo:

·         Sinais e sintomas
·         Causas

Sinais e sintomas

Há alguns sinais que indicam que o bebê pode estar com cólica. A pediatra Eliete de Castro Fonseca cita os sintomas mais comuns:
  • Choros prolongados e frequentes
  • Contração das pernas
  • Expulsão de gases
  • Irritabilidade
A cólica normalmente aparece no fim da tarde e início da noite, mas em casos mais difíceis o bebê pode apresentar os sintomas em qualquer horário do dia.

Causas

  • Sistema digestivo imaturo
  • Sistema nervoso ainda não amadureceu e, por isso, fica sensível
  • Dificuldade do bebê em expelir gases
A causa mais provável da cólica em bebês é o fato de que o sistema digestivo do recém-nascido ainda está imaturo e, portanto, reage a diferentes estímulos e componentes dos alimentos.
Eliete salienta que a cólica é uma condição normal no bebê. “É causada por um espasmo ou contração intestinal e a tendência é que diminua gradualmente após os três meses de vida.”

Alimentos que causam cólica em bebês

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Você já ouviu falar que alguns alimentos causam cólica no bebê? A alimentação da mãe é um tema muito complexo, sublinha Eliete, pois a relação entre os alimentos consumidos pela lactante e a cólica do bebê varia muito de mulher para mulher e de criança para criança.
“A alimentação da mãe pode influenciar no aparecimento das cólicas, por isso é importante que ela adote uma dieta saudável e consuma bastante água”, ensina. Veja quais alimentos que podem causar cólicas quando ingeridos pela lactante:
  • Leite
  • Chocolate
  • Brócolis
  • Couve-flor
  • Repolho
  • Feijão
  • Cebola
  • Comidas apimentadas
Uma dica é ir fazendo alterações na alimentação e observar se as cólicas melhoram. Mas lembre sempre que se você amamenta, precisa se alimentar bem.

Remédios para cólica em bebês

  1. Probióticos
  2. Antiespasmódicos
  3. Antiflatulência
  4. Analgésicos
Eliete frisa que remédios devem ser evitados ao máximo para recém-nascidos, mas se a cólica estiver incomodando muito o bebê, o que pode ser prescrito é o uso de probióticos, que contribuem para a formação da flora intestinal do bebê. Também podem ser receitados antiespasmódicos, que podem ajudar a aliviar os sintomas, remédios antiflatulência para os gases e analgésicos para dor.
“Mas é importante ressaltar que a automedicação pode causar problemas graves, por isso é imprescindível que o bebê tenha acompanhamento do pediatra e que só utilize medicamentos com indicação do mesmo”, sublinha.

Como aliviar a cólica em bebês

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Algumas alternativas caseiras podem aliviar as cólicas. Eliete cita: dar banho morno, fazer arrotar após as mamadas, colocar o abdômen do bebê em contato com o dos pais e colocar fralda aquecida ou bolsa térmica no abdômen do bebê, além de sempre estimular o aleitamento materno.
Os chás, segundo a pediatra, não devem ser oferecidos ao recém-nascido.
  • Segurar no colo: pegar o bebê no colo e proporcionar o contato pele a pele pode acalmá-lo.
  • Amamentação: amamente em livre demanda, sem horários fixos, o movimento de sucção ajuda a acalmar o bebê.
  • Arrotar: faça o bebê arrotar após cada mamada.
  • Pega correta: a pega correta do bebê no seio, ao mamar, evita que ele engula ar e, consequentemente, tenha cólicas.
  • Mamadeira: se o bebê mama na mamadeira, experimente trocar a mamadeira ou o bico, isso talvez reduza a quantidade de ar que ele engole.
  • Relaxar: proporcione momentos relaxantes para o bebê, pois ele pode estar se sentindo superestimulado pela luz e barulhos.
  • Compressa: com bolsa térmica ou uma fralda aquecida, alivia o desconforto abdominal.
Quando você se sentir muito cansada, estressada ou frustrada, peça ajuda. Veja se alguém pode ficar um pouco com o bebê até que você se recupere.
Converse com o pediatra sobre os sinais e sintomas do bebê para que ele possa lhe orientar da melhor maneira.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

# ALERTA TARAUACÁ

Zika, chicungunha e dengue: saiba diferenciar.

Por terem sintomas muito parecidos, essas doenças podem ser facilmente confundidas
     As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti
 Foto: Bernardo Soares/Acervo JC Imagem

Dengue, Zica e Chicungunha são doenças adquiridas através picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, mais conhecido como mosquito da dengue. Somente a fêmea é hematófaga, ou seja, somente ela se alimenta de sangue humano porque precisa dos elementos presentes no sangue para postura dos ovos.
Apesar de haver muitas coisas em comum entre elas, há diferenças importantes, veja só:
Quanto aos sintomas
Dengue: o primeiro sintoma da Dengue é a febre alta, entre 39° e 40°C. Tem início repentino e geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira no corpo. Pode haver perda de peso, náuseas e vômitos.
Chikungunya: apresenta sintomas como febre alta, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça e erupções na pele. Os sinais costumam durar de 3 a 10 dias.
Zika: tem como principal sintoma as erupções na pele com coceira, febre baixa (ou ausência de febre), olhos vermelhos sem secreção ou coceira, dor nas articulações, dor nos músculos e dor de cabeça. Normalmente os sintomas desaparecem após 3 a 7 dias.
Quanto aos perigos e complicações
Dengue: a principal complicação é a desidratação grave, que ocorre sem a pessoa perceber. Por isso, é importante tomar bastante líquido quando a pessoa estiver com Dengue.
Chikungunya: a principal complicação é a permanência, por longo tempo, das dores e inchaço nas articulações, às vezes impedindo as pessoas de retornarem às suas atividades.
Zika: as complicações mais observadas têm sido as manifestações neurológicas como paralisia facial e fraqueza nas pernas, a exemplo do desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré.
Quanto ao tratamento
Apesar da similaridade dos sintomas, o tratamento é diferente para cada doença, daí a importância de prcurar atendimento médico quando houver qualquer um desses sinais.
Evite sempre a automedicação!
Quanto à prevenção
Como ainda não há vacinas ou drogas antivirais, temos que prevenir através do combate ao mosquito e isso é uma questão de atitude, veja só:
Prevenção domiciliar: eliminar a água armazenada em qualquer tipo de depósito, impedindo o acesso das fêmeas grávidas por intermédio do uso de telas/capas ou mantendo-se os reservatórios ou qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos. Em caso de alerta ou de elevado risco de transmissão, a proteção individual por meio do uso de repelentes deve ser implementada pelos habitantes.
Individualmente: o ideal é utilizar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia quando os mosquitos são mais ativos podem proporcionar alguma proteção contra as picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos, além do uso repelentes na pele exposta ou nas roupas.
Procedimentos de controle de vetores: as orientações da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil para a dengue fornecem informações sobre os principais métodos de controle de vetores e devem ser consultadas para estabelecer ou melhorar programas existentes. O programa deve ser gerenciado por profissionais experientes, como biólogos com conhecimento em controle vetorial, para garantir que ele use recomendações de pesticidas atuais e eficazes, incorpore novos e adequados métodos de controle de vetores segundo a situação epidemiológica e inclua testes de resistência dos mosquitos aos inseticidas.
(fonte: Portal da Saúde - Ministério da Saúde)
Curiosidades
Apenas uma fêmea do Aedes Aegypti pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão e preservação da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas filhas já nascerem com o vírus, no processo chamado de transmissão vertical.
Inicialmente, os ovos possuem cor branca e, com o passar do tempo, escurecem devido ao contato com o oxigênio. O ovo do A. aegypti mede aproximadamente 0,4 mm de comprimento e é difícil de ser observado.
Os ovos adquirem resistência ao ressecamento muito rapidamente, em apenas 15h após a postura. A partir de então, podem resistir a longos períodos de dessecação – até 450 dias, segundo estudos. Esta resistência é uma grande vantagem para o mosquito, pois permite que os ovos sobrevivam por muitos meses em ambientes secos, até que o próximo período chuvoso e quente propicie a eclosão.
Em condições favoráveis de umidade e temperatura, o desenvolvimento do embrião do mosquito é concluído em 48 horas. A resistência à dessecação permite também que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, em recipientes secos. Esse aspecto importante do ciclo de vida do mosquito demonstra a necessidade do combate continuado aos criadouros, em todas as estações do ano.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

OUTUBRO ROSA 2018


Na década de 1990, nasce o movimento conhecido como Outubro Rosa, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.
O INCA participa do movimento desde 2010, promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce da doença.

Campanha Outubro Rosa 2018

Em 2018, a campanha do INCA no Outubro Rosa tem como tema "Câncer de mama: vamos falar sobre isso?". O objetivo é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desmistificar conceitos em relação à doença. A campanha:
  • enfatiza a importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta às alterações suspeitas;
  • informa que para mulheres de 50 a 69 anos é recomendada a realização de uma mamografia de rastreamento a cada dois anos;
  • mostra a diferença entre mamografia de rastreamento e diagnóstica;
  • esclarece os benefícios e malefícios da mamografia de rastreamento;
  • informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Ativistas e especialistas de gênero avaliam participação política das mulheres na websérie #Brasil5050 sobre eleições 2018

Websérie documental #Brasil5050, da ONU Mulheres Brasil, revela anseios de especialistas, ativistas e parlamentares pela democracia paritária, incentivo às candidaturas de mulheres, responsabilidade de partidos políticos, alerta ao eleitorado brasileiro para voto consciente e caracterização da violência política
Ativistas e especialistas de gênero avaliam participação política das mulheres na websérie #Brasil5050 sobre eleições 2018/onu mulheres ods noticias mulheres negras igualdade de genero direitosdasmulheres cidade 50 50 brasil 50 50
Mais de 147 milhões de eleitores e eleitoras brasileiras estão aptas a votar em 7 de outubro deste ano, para a escolha de candidatos e candidatas à Presidência da República, Senado, Câmara dos Deputados, Governos Estaduais e Distrital, Assembleias e Câmara Legislativas. E a maior parte do eleitorado continua a ser formado por mulheres: 52,5%, totalizando 77 milhões de eleitoras. Como maioria da população e do eleitorado, as mulheres brasileiras enfrentam obstáculos para alcançar aigualdade de gênero, como propõe o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº5, um dos 17 objetivos globais da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Se no eleitorado as mulheres são maioria, entre as candidaturas elas alcançaram 30,64%, representando 8,3 mil candidatas. No pleito de 2016, para Executivos e Legislativo municipais, foram computados 31,1% de candidatas, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O empoderamento político das mulheres é uma das condições para o aumento da liderança e participação política das mulheres. Para ativistas e especialistas de gênero, para além do alistamento de mulheres nos partidos políticos – que neste ano chegou a 44% dos 18 milhões de pessoas filiadas –, é preciso incentivo às candidaturas de mulheres durante o período de campanha eleitoral. “Países que possuem representação igualitária, são países que possuem o melhor índice de desenvolvimento humano”, lembra a advogada Luciana Lóssio.
Como a busca pelo voto pode se mostrar mais árdua para as candidatas pelo machismo, especialistas de gênero e ativistas consideram importante valorizar o engajamento de mulheres com a política nacional. Uma dessas vozes é a de Marlise Santos, professora e pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integrante do Grupo Assessor Sociedade Civil Brasil da ONU Mulheres.
Em um dos vídeos sobre as eleições 2018 da websérie #Brasil5050, da ONU Mulheres, Marlise Santos se dirige às candidatas: “Apesar do sistema dizer para vocês o tempo todo que vocês não valem e que a candidatura não vai ser bem-sucedida, eu quero que vocês acreditem nessa candidatura. O valor e a importância dessa candidatura são essenciais para que esse país saia desse grande dilema que nós estamos vivendo, que é essa crise da democracia”.
Opinião semelhante é a de Flávia Biroli, professora e pesquisadora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília e membra do Grupo Assessor da Sociedade Civil Brasil da ONU Mulheres. De acordo com ela, o machismo é um dos obstáculos concretos à participação política das mulheres no país. “A política brasileira tem sido uma política masculina. E isso não significa apenas que há uma maioria de homens. Significa que as experiências das mulheres, as necessidades das mulheres não estão sendo devidamente consideradas”.
Campanhas de candidatas negras – Ativistas feministas e do movimento de mulheres estão engajadas com o empoderamento político das mulheres. Uma delas é Clátia Vieira, membra do Fórum Nacional de Mulheres Negras e do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, este parceiro da ONU Mulheres. “Nós, mulheres negras que não somos candidatas, temos a obrigação de criar condições para que as mulheres pretas nos representem. A gente precisa fazer campanha para que essas mulheres pretas se sintam fortalecidas”, diz.
Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, avalia que candidatas e eleitorado têm papel importante nas eleições 2018. Para as postulantes aos cargos eletivos, ela aconselha: “Prestem atenção. Vocês têm toda condição de ir para uma eleição e vencer essa eleição, porque vocês têm um olhar social”. E, a mulheres e homens eleitores, acrescenta: “O eleitorado precisa votar e prestar atenção nas mulheres. Elas estão mudando o Brasil!”.
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Histórico de mobilização política – Outra entrevistada da websérie #Brasil5050 registra o histórico de mobilização política das mulheres. Liége Santos, da União Brasileira de Mulheres, salienta: “Participar sempre. Insistir sempre. Nós não podemos esquecer que o protagonismo das mulheres, na História do Brasil, é uma realidade. As mulheres conquistaram o voto em 1932. Lutaram contra a ditadura, com participação efetiva, e foram as mulheres as primeiras a criar o movimento pela Anistia no Brasil. O protagonismo das mulheres, na Constituinte de 88, foi fundamental”.
De acordo com Liége Santos, o histórico de mobilização política também é percebido na atualidade. “Essa participação e esse protagonismo são realidade. Nesse momento de ano eleitoral, nós temos de dizer às mulheres: vocês são atrizes principais. São protagonistas da história e têm de lutar cada vez mais pelos seus lugares na História do Brasil e na sua participação política”.
Mônica Oliveira, do Grupo Assessor da Sociedade Civil Brasil da ONU Mulheres e membra do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, faz alusão ao histórico de negação das mulheres no mundo político. “A política é nosso lugar porque ela decide o nosso cotidiano. A política decide sobre a escola dos nossos filhos e filhas, a universidade onde nós queremos estudar e onde nós queremos que nossas filhas e filhos estejam. A política decide os nossos salários. A política decide nossa segurança. Então, nós precisamos estar na política, inclusive para fazer valer a nossa voz, especialmente nós, mulheres negras, que praticamente não estamos nesses lugares”, pontua a ativista, que faz parte da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco.
#Brasil5050: paridade de gênero na política – Parte das expectativas das mulheres brasileiras para as eleições 2018 e pela igualdade de gênero na política – especialistas em política, gênero, raça, parlamentares e ativistas – são o mote da websérie documental #Brasil5050, da ONU Mulheres Brasil, com cerca de 90 depoimentos que serão publicados nas redes sociais da ONU Mulheres Brasil e do projeto Cidade 50-50 até o final do ano. Os episódios revelam: anseio pela democracia paritária por meio de um #Brasil5050, incentivo às candidaturas de mulheres, responsabilidade de partidos políticos, alerta ao eleitorado brasileiro para voto consciente e caracterização da violência política.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Selo FBSP de Práticas Inovadoras no Enfrentamento à Violência contra as Mulheres – inscrições até 3 de setembro

O Selo FBSP é uma iniciativa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que tem como objetivo reconhecer práticas com potencial de transformação em cenários de vulnerabilidade à violência, sistematizando e disseminando o conhecimento produzido por e para profissionais envolvidos com o tema da segurança pública.
A primeira edição recebeu quase 50 inscrições, das quais dez foram finalistas e passaram a fazer parte da Casoteca FBSP de Práticas Inovadoras no Enfrentamento à Violência contra as Mulheres – que tem uma edição impressa e também podem ser consultada neste site. Finalmente, três delas foram escolhidas como práticas exemplares para receber o Selo FBSP 2017.
Nesta edição de 2018, além da área de segurança pública, também serão avaliadas iniciativas do sistema de justiça e as experiências vencedoras receberão o Selo FBSP de Práticas Inovadoras em uma cerimônia do Instituto Avon na cidade de São Paulo,  no dia 10 de dezembro de 2018.
Além das iniciativas ganhadoras, todas as outras finalistas estarão descritas nesta Casoteca digital.
O Edital de seleção do Selo FBSP 2018 de Práticas Inovadoras é destinado ao reconhecimento do trabalho dos/as profissionais de segurança pública e da justiça articulados em rede para o enfrentamento à violência contra as mulheres.
Esse ano, as iniciativas serão avaliadas em  duas categorias diferentes:
  • Agentes públicos de segurança na ativa: Policiais Civis, Policiais da Técnico Cientifica/Perícia, Policiais Militares, Policiais Federais, Policiais Rodoviários, Corpo de Bombeiros Militar e Guardas Municipais.
  • Agentes do sistema de justiça criminal em articulação com órgãos da segurança pública ou outros órgãos do poder público municipal ou estadual e/ou sociedade civil. Entende-se por agentes da justiça criminal: integrantes do Poder Judiciário, dos Ministérios Públicos e Defensorias Públicas Estaduais e Federais.
A iniciativa deve estar ativa e em funcionamento há no mínimo doze meses.
Faça o download do Edital completo e inscreva-se até o dia 03 de setembro de 2018, preenchendo a ficha de inscrição. 
Só serão aceitas inscrições feitas pela internet, mas você pode fazer o download de uma cópia em PDF para preencher um rascunho da ficha se desejar.

MPPA lança projeto ‘Lenço e Movimento: Violência contra a mulher tem que meter colher’

Audiência pública realizada nesta segunda-feira (27), no auditório do MP, objetivou, além de apresentar o projeto, coletar informações sobre a realidade na região.

A audiência foi promovida pelo Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (NEVM) do MPPA (Foto: Ascom MPPA/Divulgação)
A audiência foi promovida pelo Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (NEVM) do MPPA (Foto: Ascom MPPA/Divulgação)

Durante audiência pública sobre violência contra a mulher, realizada nesta segunda-feira (27), em Santarém, oeste do Pará, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) lançou o projeto “Lenço e Movimento: Violência contra a mulher tem que meter colher”, que busca incentivar as pessoas a denunciarem casos de violência.
O evento também objetivou coletar informações para subsidiar a atuação do Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (NEVM). A audiência pública foi convocada pelo promotor de justiça Sandro Garcia de Castro, coordenador do Núcleo. O projeto tem abrangência em todo o estado Pará. Segundo o promotor, as audiências que são realizadas em diversos municípios, objetivam conhecer as peculiaridades de cada cidade para, então, nortear as políticas públicas e enfrentar a violência contra a mulher.
“Cada região tem seus detalhes. O Pará é muito grande. Muitos problemas são idênticos, mas algumas coisas são particulares e é isso que queremos ter em vista, ouvindo a sociedade, porque é para a sociedade que trabalhamos”, ressaltou.
O evento foi promovido pelo NEVM em parceria com o polo Baixo Amazonas, coordenado pela promotora de justiça Luziana Dantas, com a participação de integrantes da rede de atendimento à mulher e sociedade civil.
A audiência contou com a participação de integrantes da rede de atendimento à mulher e sociedade civil (Foto: Bruna Nobre/G1)
A audiência contou com a participação de integrantes da rede de atendimento à mulher e sociedade civil (Foto: Bruna Nobre/G1)
A audiência abordou temas sobre a legislação que sofreram mudanças nos últimos tempos, como o feminicídio, as medidas protetivas e, de acordo com Sandro, principalmente, a questão da omissão por parte das pessoas que não denunciam a violência.
“O subtítulo do nosso projeto é: ‘Violência contra a mulher tem que meter a colher’, ou seja, queremos mostrar para a sociedade que ela não pode mais se omitir e que denunciar as violências, sejam elas no ambiente familiar, ou de qualquer outra natureza, é o primeiro passo para que possamos combatê-las”, explicou.
Sandro Garcia comentou sobre uma patrulha que é realizada em Belém, em que as mulheres que estão inseridas no projeto "Maria da Penha" recebem visitas temporárias de agentes da Polícia Militar para verificar se as medidas protetivas estão sendo cumpridas. O Núcleo tem o intuito de trazer a patrulha a Santarém.
“Tivemos resultados muito bons. Se a mulher ligar e disser: ‘Olha, ele está aqui na porta de casa’, a polícia vai lá e prende. A patrulha é feita até que vemos que sessou a violência. A patrulha atua enquanto está no momento mais perigoso, mais latente. Já tiveram vários casos em que os homens foram presos na hora em que estavam ameaçando, etc”, relatou.
O projeto Lenço e Movimento visa conscientizar o homem agressor sobre a gravidade da prática da violência doméstica e educar jovens sobre o assunto para que não se tornem agressores, além de empoderar mulheres para que não permaneçam a qualquer tipo de submissão.
Por G1 Santarém, PA