sexta-feira, 12 de maio de 2017

História do Dia das Mães


Origens da comemoração na Grécia, Roma, Inglaterra, Estados Unidos, significados, oficialização da data, tradição da entrega de presentes, comercialização desta data comemorativa



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Mãe: sinônimo de amor, carinho e dedicação

Introdução
No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães.

História do Dia das Mães
Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens à deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem  homenagens à deusa.
Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muita parecida com a grega, faziam este tipo de celebração. Em Roma, durava cerca de 3 dias (entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele,  mãe dos deuses.
Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus.
Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”.  Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães. Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.

Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional,  foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. 

Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. A essência da data estava sendo esquecida e o foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas e pelo marketing, com objetivos meramente comerciais. Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estava se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.



terça-feira, 9 de maio de 2017

A Lei Maria da Penha e a síndrome da ‘Mulher de Potífar’: acusações verdadeiras versus falsas...

Publicada em 08 de maio de 2017 às 10:04



...a violência contra mulher é uma covardia inaceitável, seja ela física ou psicológica. Temos uma herança cultural machista que propicia as agressões físicas, psicológicas e, não raro, o feminícido, que é o assassinato pelo fato de ser mulher. Por isso mesmo, a Lei Maria da Penha é uma importante conquista, que precisa ser complementada com políticas públicas e delegacias da mulher com funcionamento 24 horas.
Via de regra, nos casos de denúncia de violência contra a mulher, a delegacia da mulher e o judiciário precisam agir rápido e, quase sempre, baseados unicamente na declaração da vítima ou da suposta vítima, sem ouvir o acusado e muito menos apurar os fatos mais detalhadamente. E isso está correto, pois o que está em jogo é a integridade física e psicológica da mulher. Diante disso, primeiro se concede as medidas protetivas para resguardar a mulher, baseado unicamente em sua versão, e depois procede-se a apuração dos fatos.
O problema é que na maioria das vezes, na delegacia da mulher, no judiciário e nos movimentos e entidades de defesa da mulher há uma tendência de considerar que a denúncia da mulher é sempre verdadeira e que o homem, invariavelmente, é sempre culpado. Convenhamos que essa não é uma postura razoável, pois propícia a má utilização da lei e pode levar mulheres rejeitadas, magoadas e que sentem trocadas por outras a fazerem da Lei Maria da Penha sua arma de vingança, o que acontece, lamentavelmente, com certa frequência.
A advogada Flávia Teixeira Ortega, de Curitiba, especialista em direito penal, sobre essa questão, escreveu que considerando que a justiça muitas vezes tem que se basear exclusivamente na palavra da vitima “deve agir com redobrada cautela a fim de evitar revanchismos e perseguições inaceitáveis, sendo que o fundamental é cotejar as declarações do ofendido com o quadro fático narrado nos autos, verificando sua segurança e, principalmente, a ausência de motivos para incriminar injustamente um inocente”.
A eminente causídica ressalta que “a criminologia desenvolveu a teoria da síndrome da mulher de Potifar, a qual consiste no ato de acusar alguém falsamente pelo fato de ter sido rejeitada, como na hipótese em que uma mulher abandonada por um homem vem a imputar a ele, inveridicamente, algum crime”.
Este ‘colunista’ está sendo vítima de algo semelhante. A ex-mulher foi até a minha residência, me acordar 7h00 da manhã, sem nenhum motivo, me atacou, ofendeu e registrou uma ocorrência como “vítima” de violência. Minha vida profissional, social e familiar transformou-se, desde então num verdadeiro inferno. Fui execrado nas redes sociais, um jornal colocou uma foto minha, com uma desconhecida de olho roxo ao lado, por vários dias em destaque. Atualmente estou processando o jornal e vários outros caluniadores, mas os danos são irreversíveis.
No meu caso todas as evidências e provas são de que se trata de uma farsa: a única testemunha desmente; o exame de corpo de delito do IML desmente; a suposta vítima já tem um histórico de acusação falsa comprovada, pois na época da separação inventou uma falsa gravidez e aborto, fato documentado em ocorrência policial; os agressores é que vão à casa das vítimas e não o inverso como neste caso; eu já processei ela e consegui uma medida protetiva, mutua, permanente, dentre outros fatos e provas. Mas, por enquanto, na Delegacia da Mulher, no judiciário e para alguns movimentos mais radicais a “Mulher de Potifar” continua tendo razão.
A “Síndrome da Mulher de Potifar” é uma referência à passagem Bíblica, Gênesis 39, que narra o calvário de José, que não aceitou o assédio sexual da mulher de Potifar, capitão da guarda egípcio, e foi injustamente acusado por ela, passando dois anos na prisão.

* Itamar Ferreira é bancário, sindicalista da CUT, formado em administração de empresas e pós-graduado em metodologia do ensino pela UNIR, formando em Direito FARO.

Autor / Fonte: Itamar Ferreira

sexta-feira, 24 de março de 2017

As Mulheres e as Leis Brasileiras através da História


Revivendo um pouco da nossa história através das Constituições que já tivemos, podemos compreender a Luta das mulheres pela Igualdade de Direitos, que foi sendo conquistada pouco a pouco.

Constituição de 1824
ilustração mulher carregando bandeira
"Cidadão" era só homem. A mulher não podia votar, nem ser eleita. Podia trabalhar em empresas privadas, mas não podia ser funcionária pública.

Constituição de 1934

Consagrou, pela primeira vez, o princípio da igualdade entre os sexos.
  • Proíbe diferenças de salários para um mesmo trabalho por motivo de sexo;
  • Proíbe o trabalho de mulheres em indústrias insalubres;
  • Garante assistência médica e sanitária à gestante e descanso antes e depois do parto, através da Previdência Social.
Constituição de 1937

Manteve as conquistas das Constituições anteriores, e acrescentou o direito a voto para as mulheres.

Constituição de 1946

Representou um retrocesso para as mulheres quando eleimina a expressão "sem distinção de sexo" quando diz que todos são iguais perante a Lei.

Constituição de 1967

O único avanço no tocante à condição da mulher foi a redução do prazo para a aposentadoria, de 35 para 30 anos.

Constituição de 1969

Não houve alterações com relação aos direitos da mulher.
ilustração marcha de mulheres


As principais conquistas da Constituição de 1988
Isonomia:imagem mulher

  • Igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza;
  • Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, seja na vida civil, no trabalho, e na família.
Legalidade:

  • Ninguém pode ser levado a fazer o que não quer, desde que não seja obrigado por Lei.
Direitos Humanos:

  • Proibição de tortura, tratamento desumano ou degradante;
  • Inviobilidade da intimidade, da vida privada e da casa.
Direitos e deveres individuais e coletivos:

  • Permanência da presidiária com seus filhoes durante o período de amamentação;
  • A prática do racismo é definida como crime, sujeito á pena de reclusão, inafiançável e imprescritível.
Direitos Sociais:

  • Educação, saúde, trabalho lazer, segurança, previdência social.
Direitos Trabalhistas:
logo marcha das mulheres
  • Proibição de diferença de salário, admissão e função, por motivo de sexo;
  • Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com duração de 120 dias;
  • Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivo específicos;
  • Assistência gratutita aos filhos e dependentes desde o nascimento, até 6 anos de idade em creches e pré-escolas.
Direitos das Trabalhadoras Domésticas:

  • Salário mínimo, proibição da redução do salário, 13º salário, folga semanal, férias anuais remuneradas, licença à gestante de 120 dias, licença paternidade, aposentadoria, integração à previdẽncia Social.

Direitos Políticos:


  • Votar e ser votada.
Seguridade Social:

  • Saúde, Previdência e Assistência Social.
Família:

  • Direitos e deveres referentes à sociedade conjugal passam a ser exercidos igualmente pelo homem e pela mulher;
  • É reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar;
  • A família pode ser formada por qulquer dos pais e seus filhos;
  • O prazo do divórcio diminui para 1 (um) ano, em caso de separação judicial; e para 2 (dois) anos, em caso de separação de fato;
  • O Estado criará mecanismos para coibir a violência familiar.
Direito à propriedade:

  • A mulher passa a ter direito ao título de domínio e à concessão de uso da terra, independente de seu estado civil, tanto na área urbana como rural.
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=841

BOM DIA

segunda-feira, 20 de março de 2017

Relacionamento abusivo não é amor!


Tenho visto tanta gente confundindo amor com apego, achando que controle, posse, é sinônimo de amor. Não, amor não é isso. Amor não é ciúmes exagerado, não é ditar o que você veste, não é humilhar e fazer você acreditar que não vive sem esse alguém.
Uma coisa são aquelas brincadeiras de casais; outra coisa, bem diferente, por sinal, é ser constrangido o tempo todo na frente dos amigos e da família, com piadinhas do seu parceiro em tom de voz grosseiro.

Tenho visto muitos relacionamentos abusivos sendo confundido com amor.

Não entendo e talvez nunca consiga entender por completo, mas compreendo o quanto é difícil enxergar que isso não é amor, o quanto é difícil chutar o balde e dizer adeus.
Mas que fique claro: quem ama não humilha e nem faz com que você se ache o problema de tudo. Quem gosta de você não aprisiona e nem faz pensar que não existe vida para além daquele relacionamento.
Não sei, mas talvez ele(a) a(o) convença de que você não é nada sem ele(a), diz que sente ciúmes e justifica todas as imposições e atitudes grosseiras afirmando amar demais. O “não vai com essa roupa”, ou até mesmo as incontáveis ligações para saber onde você está, seguem a mesma teoria: é amor demais.
Pera lá, amor é leve e bonito, amor não é esse furacão, essa tempestade toda, não. Parem de confundir amor com controle, fidelidade com estar sempre de olho. Quem ama não despeja a culpa no outro, fazendo com que ele se sinta um lixo, quem ama não quer ver o outro mal.

Manipulação não é amor, controle não é amor, ordens não são sinônimo de cuidado; o nome disso tudo não é um relacionamento feliz, mas um relacionamento abusivo.

Não vale a pena manter um relacionamento que vive a base da desconfiança, de alguém que te manipula o tempo todo e faz você perder a sua autenticidade. Alguém que a proíba de sair com as amigas, mesmo que seja para tomar um café.
Não vale a pena estar com alguém que suga as nossas energias, que não nos oferece respeito e nem cuidado. Não vale a pena estar com quem abusa do seu amor, com quem rouba a sua alegria, as suas amizades.
Não vale a pena estar com quem faz você acreditar que merece gritos, palavras duras, xingamento, ordens, brincadeiras sem graça na frente dos amigos. Não, não vale a pena dividir a vida com quem faz você acreditar que merece pouco.
Por:
https://osegredo.com.br

quarta-feira, 8 de março de 2017

Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?

Funcionárias do Instituto de Resseguros do Brasil, primeira empresa no Brasil a ter uma
creche para filhos das funcionárias. (Crédito: Foto: Divulgação

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento. 

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. 

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações. 

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Quer saber mais?

Bibliografia
As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. Ana Isabel Álvarez Gonzalez, 208 págs., Ed. SOF/Expressão Popular, tel. (11) 3105-9500, 15 reais