quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Declaração de Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, pelo Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo.

Declaração de Phumzile Mlambo Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, pelo Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo/
“Mulheres indígenas têm lutado pelo pleno reconhecimento dos seus direitos e contam com o nosso respaldo nessa luta”, destaca diretora executiva da ONU Mulheres
Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

A ONU Mulheres se soma com orgulho aos povos indígenas de todo o planeta na celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo. As mulheres indígenas têm lutado pelo pleno reconhecimento dos seus direitos e contam com o nosso respaldo nessa luta. Pese as ameaças constantes à sua segurança, às terras ancestrais e ao meio ambiente de que dependem, as mulheres indígenas se esforçam a alcançar um equilíbrio entre o seu papel de líderes, produtoras e transmissoras de conhecimentos e culturas indígenas.
O tema deste ano, Povos Indígenas e Direito à Educação, é oportuno e congruente com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que se propõe a elevar o nível da educação das mulheres e meninas indígenas. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável número 4 e 5 oferecem oportunidades para dar maior sentido e eficácia ao compromisso com a educação das mulheres e meninas indígenas. A igualdade de gênero somente será efetiva quando garantirmos o acesso igualitário – que compreenda os povos indígenas – em todos os níveis da educação e da capacitação profissional.
É preciso eliminar as barreiras sistêmicas à educação, tais como a expectativa de que as meninas se casem e tenham filhas e filhos antes de chegar à idade adutal, a preferência pelos meninos no momento de decidir quem deve ir à escola, o risco de violência física e sexual, e as políticas discriminatórias e práticas pedagógicas que impeçam as meninas de fazer valer a própria cultura na escola.
A educação formal, a não formal e a informal são meios muito importantes para fomentar a capacidade das mulheres indígenas de desenvolver todo o seu potencial. O conhecimento do rico acervo histórico, a cultural, os idiomas e as práticas agrícolas dos povos indígenas proveem uma preparação essencial para a vida, que lhes permite sustentar e enriquecer a sua identidade singular. Também deve-se promover a educação formal para que as meninas e mulheres indígenas possam participar efetivamente em todos os âmbitos da atividade social, econômica e política. No entanto, lamentavelmente, os elevados índices de analfabetismo entre as mulheres indígenas testemunham os padrões históricos de discriminação e exclusão.
A celebração de hoje é uma oportunidade e levar para a prática as recomendações do relatório de 2009 sobre Lições Aprendidas e Desafios para Alcançar a Aplicação do Direito dos Povos Indígenas à Educação, apresentado pelo Mecanismo de Expertas e Expertos sobre os Direitos dos Povos Indígenas ao Conselho de Direitos Humanos. A ONU Mulheres tem a convicção de que a integração das perspectivas dos povos indígenas aos planos de estudo, a melhoria da infraestrutura, em particular, das aldeias indígenas, a incorporação de escolas móveis para as comunidades nômades, assim como a ampliação do ensino bilíngue e dos programas de bolas para meninas repercutirão favoravelmente sobre a capacidade delas se matricularem e terminarem um ciclo educativo completo de modo a alcançar os níveis superiores.
O programa conjunto da ONU Mulheres, Unesco e UNFPA parte de enfoques intersetoriais e se ocupa da interface entre a educação, a saúde e a igualdade de gênero, com visitar a empoderar as adolescentes e as mulheres jovens. Esperamos que essas iniciativas sejam valiosas para mulheres e meninas indígenas, trabalhando com elas em cada etapa do desenho, da implementação e do monitoramento para que suas vozes sejam ouvidas e para que ninguém fique para trás.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

25 de Julho- 25 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha A data é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe

A data é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero
A data é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero

A data é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe. Foi instituída, em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Queimada por ex e após 224 cirurgias, jovem combate violência

Espancada, queimada e jogada da janela pelo ex-companheiro em 2013, em Porto Alegre, Bárbara Penna, 21, já passou por 224 cirurgias –e precisa de mais sete. Seus dois filhos e um vizinho que tentou salvá-los morreram asfixiados no incêndio.
O agressor, João Guatimozin Moojen Neto, 25, está preso, mas ainda não foi julgado –ele confessou o crime. Um instituto com o nome dela será lançado para ajudar mulheres vítimas de violência doméstica e sua história irá virar documentário.
Nasci em Goiânia e me mudei para Porto Alegre aos quatro anos, por causa do trabalho do meu pai, advogado.
Conheci o João em 2011, aos 16, pelo Orkut. Tinha acabado de perder meu pai e estava grávida de seis meses da minha filha, que o João registrou no nome dele. Vivia em situação precária com a minha mãe, e ela me expulsou de casa devido à gravidez.
Conheci a mãe dele, e ela me deu a primeira roupinha para a minha filha, quando eu já estava quase dando à luz. Fui acolhida. Pensei: “É essa família que eu quero”.
Ele começou a demonstrar muito ciúmes depois que ganhei minha filha porque emagreci. Deixava de ir à escola e de trabalhar para me vigiar.
Bárbara Penna, vítima de violência doméstica, foi queimada e jogada da janela pelo ex-companheiro (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Bárbara Penna, vítima de violência doméstica, foi queimada e jogada da janela pelo ex-companheiro (Foto: Rafaella Fraga/G1)
As primeiras agressões eram verbais. Ele me humilhava. Dizia que merecia ficar feia e quebrava minha chapinha. Terminamos várias vezes, mas eu não tinha para onde ir.
Meu segundo filho nasceu prematuro de sete meses em 2013. Ele não me batia grávida, mas me dava beliscões.
Ele reclamava até do trajeto para buscar minha filha, Isadora, que ficava na creche porque eu passava o dia todo no hospital. Meu filho ficou dois meses na UTI. Ele não aceitava que eu tinha que sair.
Ele deixou a casa da mãe ao nos separarmos e foi morar com a avó, no apartamento onde tudo aconteceu. Ele usava drogas e escondia isso.
Lembro que me ligou para ir ao apartamento, quando a avó estava fora, porque queria ver os filhos. O Henrique tinha três meses. “Ele está mudando, quer ficar com os filhos.” Não vi maldade e fui.
A AGRESSÃO
Discutimos. Ele quis voltar e fui dormir. Era madrugada, meus filhos já estavam dormindo no quarto. Fui para a sala deitar no sofá-cama. Acordei com ele me espancando, meu nariz sangrava. Ele me arrastou pelo cabelo.
Tentei ligar para a polícia, e ele quebrou o telefone. “Para! Eu te perdoo.” Falei isso para ele se acalmar, para eu pensar em como salvar meus filhos. “Cala a boca que eu vou te matar”, ele respondeu.
Ele me obrigou a deitar de bruços e sentou nas minhas costas. Puxava minha cabeça para quebrar meu pescoço. Desmaiei e acordei com o calor. Ele jogou álcool na minha cara e riscou o fósforo.
Levantei desesperada e ele me empurrou de volta para as chamas do sofá. Eu gritava. Consegui levantar e vi ele espalhar álcool pela casa.
Gritei por socorro. Fui na janela, em chamas, e ele me jogou de lá. Embaixo, caída, gritava pelos meus filhos e vi ele se aproximando. Gritei para tirarem ele de perto. Ele viu que eu estava viva e me acusou de tentar matar todos.
Fui colocada na ambulância com ele, que ficou rindo. Ele não tinha fratura, nada. Cheguei ao hospital, dei meu depoimento, e ele confessou.
Tive 40% do corpo queimado. Calcanhares, tornozelos e vértebras ficaram quebrados, e o crânio, afundado. Sofri duas paradas cardíacas.
Eu passei por 224 cirurgias e faltam, no mínimo, sete. Fiquei em coma por quase dois meses, tive infecção generalizada. Soube da morte dos meus filhos pouco antes de ter alta, quatro meses depois.
Quando perguntei, me disseram que eles estavam bem. Achei que logo veria eles, por isso sobrevivi. Se tivessem me falado antes, não teria forças.
A família dele nunca pediu desculpa ou ofereceu ajuda. Ele está preso, ainda não foi julgado. Vi ele em duas audiências, e ele mostrou arrependimento. Não aceitaria desculpas. Sou ameaçada de morte pelo pai dele. Por isso, estou sempre com alguém.
RECUPERAÇÃO
A cirurgia que mais preciso é para pôr prótese de cerâmica –que o SUS não fornece– no fêmur, para poder voltar a caminhar e trabalhar.
Preciso reconstituir a orelha direita, colocar fluído na cabeça para voltar a nascer cabelo, de um transplante de córnea, porque perdi 60% da visão do olho direito, e de reparação das queimaduras.
Descobri que não sou a única e decidi não ser mais uma. Um documentário sobre mim está sendo feito. Em setembro farei palestra ao lado da Maria da Penha [cujo caso inspirou lei homônima], num congresso em Salvador.
Lá, será lançado o Instituto Bárbara Penna (IBP) para auxiliar mulheres como eu.
Quero Justiça pelos meus filhos, pelo vizinho que morreu e por mulheres e crianças que sofrem e não têm voz. Tem dias que só quero ficar deitada chorando, mas consigo ter força por todas nós.
(…) Depoimento a
PAULA SPERB
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PORTO ALEGRE (RS)

Projeto Fronteiras 1
Capacitação reuniu representantes da Rede de Atendimento e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas 
(Foto: Arquivo/Sejudh)

Um grupo de instituições, um mesmo objetivo: combater o tráfico de pessoas e outras formas de violência nas regiões de fronteiras. A iniciativa faz parte do Projeto Fronteiras, coordenado pela Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad).
A capacitação reuniu representantes das redes locais de atendimento e enfrentamento ao tráfico de pessoas, como o Conselho Tutelar, Exército Brasileiro, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, CRAS, CREAS, Consulado do Brasil na Bolívia, Rede Um Grito pela Vida, Seme de Brasileia, Ceam de Brasileia, e Abrigo de Criança e Adolescente Alto Acre.
O governo do Estado foi representado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Acre (NETP/AC) e da Divisão de Apoio e Atendimento aos Imigrantes e Refugiados (DAAIR), e pela Secretaria de Estado de Política para as Mulheres (SEPMulheres).
O encontro foi realizado em Brasileia, no Centro de Atendimento para Mulheres (Ceam), entre os dias 5 e 6 deste mês. Com a temática “Atendimento Humanizado às Mulheres em Situação de Tráfico de Pessoas e Outras Formas de Violência nas
Regiões de Fronteiras”, o grupo discutiu a realidade da problemática nas fronteiras do Acre.

“O papel da Sejudh nesse encontro foi relatar os casos atendidos pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, buscando soluções para os casos e discutindo as políticas públicas voltadas ao enfrentamento desse crime”, comentou Lucinei Peres, coordenador do NETP/AC.
Por Ludmilla Santos

Projeto Fronteiras capacita Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

Projeto Fronteiras 1
Capacitação reuniu representantes da Rede de Atendimento e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas 
(Foto: Arquivo/Sejudh)

Um grupo de instituições, um mesmo objetivo: combater o tráfico de pessoas e outras formas de violência nas regiões de fronteiras. A iniciativa faz parte do Projeto Fronteiras, coordenado pela Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad).
A capacitação reuniu representantes das redes locais de atendimento e enfrentamento ao tráfico de pessoas, como o Conselho Tutelar, Exército Brasileiro, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, CRAS, CREAS, Consulado do Brasil na Bolívia, Rede Um Grito pela Vida, Seme de Brasileia, Ceam de Brasileia, e Abrigo de Criança e Adolescente Alto Acre.
O governo do Estado foi representado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), por meio do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Acre (NETP/AC) e da Divisão de Apoio e Atendimento aos Imigrantes e Refugiados (DAAIR), e pela Secretaria de Estado de Política para as Mulheres (SEPMulheres).
O encontro foi realizado em Brasileia, no Centro de Atendimento para Mulheres (Ceam), entre os dias 5 e 6 deste mês. Com a temática “Atendimento Humanizado às Mulheres em Situação de Tráfico de Pessoas e Outras Formas de Violência nas
Regiões de Fronteiras”, o grupo discutiu a realidade da problemática nas fronteiras do Acre.

“O papel da Sejudh nesse encontro foi relatar os casos atendidos pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, buscando soluções para os casos e discutindo as políticas públicas voltadas ao enfrentamento desse crime”, comentou Lucinei Peres, coordenador do NETP/AC.
Por Ludmilla Santos

MP promete fiscalizar de perto respeito à cota eleitoral de gênero pelos partidos

Aconteceu na manhã desta terça-feira (19) o primeiro Encontro Propositivo pela Igualdade das Mulheres na Política, organizado pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo. O evento reuniu representantes partidários, juristas, integrantes do Ministério Público e de organizações da sociedade civil. O Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos foi uma das instituições apoiadoras.
Ao longo de toda a manhã foram apresentadas dezenas de propostas que, segundo o procurador eleitoral Luís Carlos dos Santos Gonçalves, serão sistematizadas, publicadas no portal da Procuradoria na internet e encaminhadas aos órgãos responsáveis. “Vamos consolidar todas essas proposições e encaminhar as que nos couberem. As que couberem, por exemplo, ao Legislativo, vamos encaminhar”, atesta o procurador.
Punições aos partidos que não cumprirem efetivamente pelo menos a cota de gênero instituída pela legislação foram defendidas sob diversas formas. Cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), impugnando todas as candidaturas de uma legenda que descumprir a lei no tocante à representatividade das mulheres, suspensão ou desconto do fundo partidário foram algumas das sugestões levantadas. A Rede Feminista de Juristas também sugeriu que o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral monitorem se haverá atividades de campanha de todas as candidatas inscritas pelos partidos (quantidade de panfletos produzidos, criação de páginas na internet, etc) e seus gastos de campanha. O objetivo é que seja possível verificar ainda durante a campanha se as mulheres são candidatas reais ou apenas figurantes (ou laranjas).
O DRAP é o documento emitido pela Justiça Eleitoral que atesta a legalidade das chapas apresentadas pelos partidos e/ou coligações, contendo os nomes, números e cargos pleiteados pelos candidatos. Muitos partidos utilizam o mecanismo de indicar mulheres que não fazem campanha ou atuam em campanhas de outros candidatos – em geral homens – para burlar a regra que prevê no mínimo 30% de cada gênero nas nominatas apresentadas pelas legendas.
A promotora Ana Paula Mantovani Siqueira (coordenadora do Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral do Ministério Público Federal) afirmou que as procuradorias vão acompanhar muito enfaticamente o cumprimento da legislação.
Mais mulheres na política e mais diversidade entre as eleitas
Já a promotora de justiça Maria Gabriela Prado Manssur, convidada para a mesa de abertura do evento, ressaltou que “mulher na política é uma questão de identidade. Não são só as mulheres brancas que têm que estar, mas também as negras e de todos os recortes sociais.” A representatividade das mulheres negras, trans, lésbicas e bissexuais também foi defendida pela Rede  Feminista de Juristas, pela mulher trans integrante do Conselho Municipal de Políticas LGBT de São Paulo, Luiza Copieters, e por Maria Aparecida Pinto, do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra.
Na audiência, no entanto, não foram discutidas propostas relevantes, como a fiscalização da distribuição das verbas obtidas pelos partidos para o financiamento das campanhas eleitorais. Na eleição de 2014 o portal R7 fez um levantamento que verificou que as candidatas mulheres e postulantes negros receberam, em média, um terço do montante declarado pelos partidos como dinheiro recebido especificamente como doação eleitoral.
O fundo partidário é um mecanismo de assistência à organização política diferenciado das doações eleitorais. Constituído por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações e outros recursos previstos em lei, o fundo é repassado às agremiações em cotas mensais diretamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, na proporção dos votos recebidos para o pleito à Câmara dos Deputados. A distribuição dos recursos do fundo partidário é disciplinada em lei, mas em relação às doações eleitorais não há nenhuma determinação legal sobre como o dinheiro deve ser distribuído internamente aos partidos.
Também não apareceu nos debates a importância de assegurar a representatividade étnica e racial nas propagandas eleitorais e programas partidários.
Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, destacou a necessidade de um esforço de produção de dados sobre as cidades que têm mulheres eleitas às câmaras municipais. “Não ter uma mulher tem um impacto significativo no pensar a cidade. Saúde, saneamento, transporte etc. são questões que afetam diretamente às mulheres.” Jacira defendeu ainda que as mulheres que se dispõem a ajudar seus partidos em detrimento da efetiva participação na disputa deveriam ser denominadas “figurantes”, e não laranjas, porque essa palavra tem uma carga moral muito negativa, que estigmatiza ainda mais o lugar das mulheres na política.
Igualdade distante
Em 1º de junho deste ano, o Brasil figurava na 153ª posição no ranking da União Interparlamentar (IPU na sigla em inglês) sobre representatividade feminina na política. Na Câmara dos Deputados as mulheres são pouco menos de 10% das cadeiras, apenas 2,2% negras (pretas ou pardas). No Senado, as mulheres são 16%. Na última legislatura apenas cinco das 27 cadeiras disputadas foram ocupadas por candidatas. Em toda a história da Casa apenas três mulheres negras foram eleitas. Na Câmara Municipal de São Paulo, dos 55 vereadores apenas cinco são mulheres e nenhuma autodeclarada negra, enquanto na população as mulheres são 52% e as negras, 49 milhões.

 Publicado por: Luciana Araújo/Agência Patrícia Galvão

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Matéria do Fantástico: Violência contra a mulher

                                                                                                                                                 



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